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    KIPPUR - O DIA DO PERDÃO

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Fazer a fama e deitar na cama. O ditado se aplica muito bem ao filme O Dia do Perdão, de Amos Gitai. Um dos mais importantes cineastas israelenses da atualidade, Gitai é um verdadeiro colecionador de prêmios internacionais, graças principalmente aos seus filmes Zion, Esther, Kedma e Kadosh - Laços Sagrados. É o tipo de artista que já se encaixou na posição de inatingível, que pode “filmar até a lista telefônica”, para usar uma expressão dita certa ocasião por Spielberg. O Dia do Perdão pode não ser a lista telefônica, mas seu tema é tão árido quanto.

    Tudo acontece em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, entre árabes e judeus. A partir de sua própria experiência pessoal, Gitai conta a história dos amigos Weinraub (Liron Levo) e Ruso (Tomer Russo), que em meio ao caos dos tiroteios e bombas caindo tentam se unir a uma guarnição da Cruz Vermelha, para assim ajudarem os feridos.

    Porém, tudo transcorre na tela de maneira fria, distante e sem emoção. Sem um fio condutor forte, a narrativa se perde entre devaneios que acabam tornando o filme cansativo e desinteressante. Mas, como se trata de Amos Gitai, O Dia do Perdão foi indicado para cinco prêmios da Academia de Cinema de Israel, e chegou até a concorrer à Palma de Ouro em Cannes.


    17 de abril de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br