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    KUNG FU PANDA

    Por Angélica Bito
    04/07/2008

    Os tradicionais filmes de artes marciais, produzidos na China e populares mundialmente principalmente nos anos 60 e 70, formam a principal fonte de inspiração de Kung Fu Panda. Num momento em que a China está em alta não somente pelo crescente poder econômico, mas também pelas Olimpíadas, a animação inspira-se nas tradicionais artes marciais do país, na cultura, paisagens e arquitetura para encher os olhos do espectador com cores, cenas deslumbrantes e um protagonista adorável.

    O título é auto-explicativo: Kung Fu Panda é sobre um urso panda que sonha em praticar kung fu. Mas Po (voz de Jack Black na versão original e de Lúcio Mauro Filho nas cópias dubladas) é gigante e destrambelhado, o que o impede de praticar a luta. Po sonha em ser um lutador, mas o tamanho e o trabalho como auxiliar de seu pai (uma ave, aliás) no restaurante especializado em macarrão o impede de seguir em frente com o desejo.

    Po idolatra os Cinco Furiosos - grupo que reúne os melhores lutadores da China: Tigresa (Angelina Jolie na versão original e Juliana Paes na dublada), Macaco (dublado por Jackie Chan na versão original), Víbora (Jackie Chan), Garça (David Cross) e Louva-Deus (Seth Rogen) - como se fosse um adolescente adorando uma banda de rock-and-roll. Quando o mestre Shifu (dublado por Dustin Hoffman) sonha que o vilão Tai Lung (Ian McShane) pode escapar da prisão, o maior mestre de todos, a tartaruga anciã Oogway (Randall Duk Kim) escolhe Po como o escolhido a perpetuar uma antiga profecia, o que o leva a ter a chance de concretizar seu sonho e treinar ao lado dos seus ídolos. Pena que ninguém acredita nele. Nem ele mesmo.

    A animação digital de Kung Fu Panda foi filmada em CinemaScope, um formato de filme utilizado de 1953 à 1967, ou seja, também nos filmes clássicos de artes marciais. Além disso, os animais que formam os Cinco Furiosos representam estilos de lutas que realmente existem no kung fu, que possui estilos inspirados em movimentos dos animais. Tamanha precisão ao retratar este universo inclui pesquisas que começaram há cinco anos, envolvendo toda a estética chinesa. Os produtores também tiveram aulas de kung fu e maratonas de filmes do gênero para entender os movimentos que deveriam imprimir nos personagens da animação.

    O resultado é uma animação produzida com excelência. Além de ter personagens carismáticos - em especial o protagonista -, Kung Fu Panda soa como uma homenagem à altura aos longas de kung fu. Os movimentos dos personagens, a direção e a forma como as câmeras se movimentam entre os grandiosos cenários criados para o longa-metragem remetem sempre às produções do gênero. O longa também carrega uma mensagem edificante - ponto essencial em qualquer animação, especialmente por conta do público infantil que elas atraem - e cores, muitas cores, de encher os olhos dos pequenos (e grandes também). Tecnicamente, a animação é muito bem feita e a construção dos personagens é tão minuciosa que detalhes como texturas e pêlos ganharam toda a atenção da equipe, comandada pelos estreantes na direção de longa em animação John Stevenson e Mark Osborne.

    Kung Fu Panda traz não somente uma história divertida, mas também é vitorioso na reunião de todos os elementos essenciais para deixar a marca do panda Po no rol das animações mais divertidas já feitas.