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    LÁGRIMAS DO SOL

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    É incrível! O cinema americano realmente não se cansa de produzir filmes que defendem a idéia de que eles são o xerife do mundo. Outro exemplo desta safra tipicamente Republicana é Lágrimas do Sol, drama de guerra estrelado por Bruce Willis (não por acaso, assumidamente Republicano).

    A trama é ambientada no recente golpe de estado ocorrido na Nigéria. No filme, o governo dos EUA envia àquele país uma missão capitaneada por Bruce Willis com o objetivo de resgatar uma cientista ítalo-americana (Monica Belucci, de Matrix Reloaded, belíssima) de todo aquele inferno. Impassível, nosso herói se encarrega da missão com obstinação militar. Lá chegando, porém, ele percebe que as coisas não serão nada fáceis, já que a doutora se recusa a deixar a Nigéria sem os nativos que a acompanham e a auxiliam. É montada então uma expedição que sai em busca da fronteira com Camarões, sempre perseguida pelos homens fiéis ao novo regime golpista.

    Em outras palavras, é tiro para todos os lados, e morteiros a dar com pau. Até aí, tudo bem. Afinal, é um filme de guerra. O grande problema de Lágrimas do Sol é a velha propaganda armamentista norte-americana que vive alardeando aos quatro ventos que o mundo é um lugar melhor graças à intervenção militar das tropas de Tio Sam. Coisa mais antiga! O diretor Antoine Fuqua (de Dia de Treinamento) faz o que pode, mas nada ajuda este roteiro capenga que prega abertamente as "maravilhas" da intervenção militar dos EUA nos países dos outros, porque, afinal, tudo é sempre feito em nome da "democracia".

    Lágrimas do Sol só não é pior que Falcão Negro em Perigo, este sim, um clássico imbatível da chatice ultra-direita da era Bush.