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    LANTERNA VERDE

    Filme não é tão ruim quanto dizem, mas é nítido que projeto não recebeu devida atenção dos produtores
    Por Paulo Gadioli
    18/08/2011

    Nos últimos anos, tornou-se comum em Hollywood planejar o segundo ou terceiro filme de uma franquia antes mesmo do primeiro estrear. Tal tipo de pensamento não é novidade (vide Star Wars, Star Trek), mas os efeitos colaterais desta abordagem poucas vezes ficaram escancarados como em Lanterna Verde.

    O filme não é tão ruim quanto a crítica mundial se afeiçoou em dizer. É perceptível, no entanto, tratar-se de projeto que não recebeu a devida atenção. E com resultados de bilheteria aquém do esperado, talvez isso nem aconteça.

    Lanterna Verde sofre em ponto importante: roteiro. É nítida a falta de esmero do time de roteiristas composto por Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim e Michael Goldenberg .

    Em diversos momentos o filme escancara essa percepção. Hal Jordan, o protagonista interpretado de forma pobre pelo canastrão Ryan Reynolds, aparece em casa e encontra a família reunida para um aniversário. Esta é a única situação em que vemos estes personagens, apresentados somente para pontuar a irresponsabilidade do protagonista e seu problema com o pai. Feito isso, eles simplesmente deixam de existir.

    Em outra sequência rasa, Jordan encontra pela primeira vez Hector Hammond (Peter Saarsgard em bom momento). O espectador é “forçado” a acreditar - depois de mais de uma hora de exibição - que ambos se conhecem desde criança, quando na verdade não parecem mais que estranhos um ao outro.

    A presença de Saarsgard, por outro lado, é responsável por alguns dos melhores - e mais barulhentos - momentos do filme. Ao lado de Mark Strong, o dúbio general da tropa Sinestro, Saarsgard tem atuação de destaque como vilão intermediário antes do herói enfrentar Parallax. Este, assim como grande parte do filme, foi criado por computação gráfica e, por mais diferente dos quadrinhos que esteja, é imponente.

    Os efeitos especiais do longa, nada baratos, funcionam. O planeta Oa, terra dos Guardiões do Universo, é deslumbrante, e a tropa reunida também proporciona bom resultado visual. Porém, alguns dos personagens, como Kilowog, deixam a desejar nos detalhes.

    Como tendo virado praxe em Hollywood, Lanterna Verde segue a linha de não acreditar na capacidade de compreensão de seu público. Em diversos momentos, os personagens verbalizam o que sentem como se o espectador não fosse inteligente o suficiente para perceber.

    Mirando o futuro, tanto a Warner quanto a equipe de Lanterna Verde parecem ter esquecido o presente e entregaram um trabalho visivelmente apressado. Resta esperar por uma sequência melhor trabalhada.