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    LARA CROFT: TOMB RAIDER

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Mais que globalização, estamos na era das Marcas. No capitalismo atual, criar um nome de sucesso é muito mais importante que desenvolver o produto em si. Feita a fama da marca, ela pode ser adaptada a qualquer produto e vender qualquer coisa em qualquer canto do mundo.

    No cinema não seria diferente. É o caso, por exemplo, de Tomb Raider: o videogame vendeu mais de 30 milhões de unidades em todo o planeta, sucesso que automaticamente o credencia a uma adaptação cinematográfica. Ou a uma linha de mochilas, ou uma promoção numa rede de lanchonetes. Tanto faz. O importante é faturar.

    Por isso, não se deve esperar nada de mais do filme Lara Croft: Tomb Raider, feito exclusivamente para capitalizar sobre o sucesso do game. A personagem título (Angelina Jolie) é uma arqueóloga inglesa de família nobre que se sente solitária após a morte prematura do pai (papel de Jon Voight, pai de Angelina na vida real). Dona de uma forte personalidade e de um corpo escultural, Lara reúne conhecimentos de arqueologia que podem impedir que o vilão Manfred (Iain Glen) se aproveite de um alinhamento de planetas para – é claro! – conquistar a Terra.

    É o terceiro longa dirigido por Simon West, que mostrou algum talento na sua estréia em Con Air, mas decepcionou em A Filha do General. O roteiro da estreante Sara B. Cooper e de Mike Werb (roteirista de O Máskara) também não ajuda: cheio de antigos clichês, ele é apenas uma fina linha narrativa para abrir espaço à correria e aos dotes físicos da atriz.

    Quem gosta de cinema de qualidade e conteúdo, certamente não vai gostar de Lara Croft. Mas quem disse que um filme baseado num videogame é para ser apreciado pelo público exigente? As bilheterias provam que os gananciosos produtores estão mais do que certos, pois Tomb Raider já ultrapassou os US$ 100 milhões de faturamento nos cinemas.

    Isso ainda sem contar as mochilas, os DVDs, as promoções com redes de lanchonetes, as camisetas...

    3 de julho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br