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    LICENÇA PARA CASAR

    Por Angélica Bito
    31/08/2007

    Mesmo sendo uma pessoa extremamente otimista em se tratando de filmes, confesso que alguns deles me cansam pela total falta de criatividade, navegando num infinito mar de mesmice. Infelizmente, este é o caso de Licença Para Casar. A comédia romântica traz personagens rasos e uma visão moralista demais em relação ao casamento, além de se encher de situações já vistas e revistas no gênero. Nem a presença do comediante Robin Williams salva o longa-metragem. Afinal, ele mesmo parece ser uma repetição de si mesmo o tempo todo neste filme.

    A idéia de Licença Para Casar é interessante: Sadie (Mandy Moore) e Ben (John Krasinski) formam um jovem casal que, após um namoro sem tempestades, resolve casar. Só que o sonho dela é fazer isso na igreja do reverendo Frank (Robin Williams), a qual freqüenta desde a infância. Ben, sempre cedendo aos desejos de sua amada, concorda, mesmo depois de saber que o religioso costuma aplicar algumas provas de fogo para os noivos dispostos a contrair matrimônio em seu território. E elas são das mais malucas, já que seus métodos não são dos mais ortodoxos. O objetivo do reverendo é mostrar aos casais que um casamento é muito mais sério do que se encara hoje em dia.

    Os personagens principais se metem numa série de enrascadas até que divertidas por causa das provas do reverendo Frank. Mas, no geral, Licença Para Casar não passa de uma série de clichês do gênero, unidos pelo único objetivo de tirar risadas dos espectadores, munido, principalmente, da poderosa ferramenta fornecida pelo carisma de Robin Williams. No entanto, o comediante mostra certo cansaço criativo ao se repetir o tempo todo. Mandy Moore também não se destaca pela atuação inspirada; desta forma, é o pouco conhecido John Krasinski - do seriado The Office - quem acaba ficando sob as luzes dos holofotes nesta comédia.

    Licença Para Casar é um filme simpático, mas não consegue ser mais do que isso, muito menos se destacar entre as produções do gênero.