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    LINDA DE MORRER

    Filme aposta em fórmula hollywoodiana e humor de folhetim das 9
    Por Iara Vasconcelos
    20/08/2015

    No meio religioso e espiritual, a morte é enxergada como um rito de purificação e redenção pelos erros cometidos no universo material. A trama abordada por Linda De Morrer bebe na fonte dessas crenças, só que com uma boa dose de comédia.

    O novo filme de Cris D'amato (S.O.S. Mulheres Ao Mar), acompanha a empresária e médica Paula (Glória Pires), mulher obcecada pela beleza e perfeição que cria a fórmula definitiva para o fim da celulite. Com a ajuda de seu sócio Francis (Ângelo Paes Leme), ela lança o Milagra, remédio que promete dar um fim nesse problemão feminino. O grande problema é que Paula não toma conhecimento dos efeitos colaterais do medicamento e acaba sendo vítima dele, morrendo ao cair da escada.

    Em paralelo a essa história, uma mãe de santo, interpretada pela sempre divertida Suzana Vieira, repassa seus poderes mediúnicos para o neto Daniel antes de partir dessa para uma melhor. A partir daí, já dá para adivinhar o que vai acontecer. Daniel acaba virando o braço direito de Paula, sendo o intercessor entre ela e a filha Alice (Antonia Morais), com quem tinha constantes discussões.

    O roteiro consegue delinear perfeitamente a redenção espiritual da personagem. Para começar, ela possui diversos defeitos "condenáveis", age de forma egoísta e interesseira, é excessivamente vaidosa e prioriza a carreira antes das relações humanas. Após sua morte, Paula precisa conseguir uma forma de avisar a todos que o Milagra causa efeitos irreversíveis, mostrando traços de empatia, enquanto tenta recuperar o tempo perdido com a filha. Todos os obstáculos a levarão à iluminação. A premissa é batida e não deve surpreender ao espectador, ainda mais para quem já assistiu ao mesmo modelo no cinema americano em filmes como E Se Fosse Verdade e Ghost - Do Outro Lado Da Vida.

    O que salva Linda de Morrer, por incrível que pareça, é apostar em um humor mais "novelístico". Com produção da Globo Filmes, o longa conta com nomes conhecidos do elenco da emissora do Plim Plim e a característica de folhetim das nove é bastante evidente em algumas passagens, como na cena em que a personagem de Priscilla Marinho, sob efeito do remédio, faz um número sensual na escada do casarão.

    Glória Pires também é um dos pontos altos da trama. A experiente atriz sabe pontuar bem os momentos de humor e de drama do filme e junto com a colega Suzana, protagoniza um dos encontros mais divertidos do enredo.

    Linda de Morrer não é um acerto, mas está longe de ser um erro total. Se comparada com a média das comédias nacionais lançadas nos últimos tempos, o filme cumpre o que se espera de uma dramédia com fórmula hollywoodiana