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    LOLA (2012)

    Miley Cyrus e Demmi Moore não convencem como mãe e filha e funcionam mal na tela<br />
    Por Roberto Guerra
    05/08/2012

    Num passado não muito distante, a ideia de fazer uma refilmagem era justificada assim: levar às novas gerações um grande filme de décadas atrás com roupagem e elenco atualizados. Há quem discorde da iniciativa e remakes infelizes como o de Psicose servem para dar argumentos aos detratores do cinema de repetição.

    Hoje esse conceito mudou. A moda agora em Hollywood é fazer refilmagens de longas europeus ou asiáticos de sucesso, mesmo que estes tenham sido lançados há pouco tempo. Foi assim com o sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres - cuja versão americana foi lançada no Brasil como o título de Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - e o francês Pura Adrenalina, que a Warner comprou os direitos para uma refilmagem antes mesmo do filme estrear na França.

    O replay da vez é Lola, versão norte-americana do francês LOL, lançado no país em 2009 com o título de Rindo à Toa. A diferença aqui é que a roteirista e diretora do original, Lisa Azuelos, ficou com o comando do novo filme, que tem a estrela teen Miley Cyrus e a veterana Demmi Moore nos papéis principais – no longa matriz as protagonistas foram interpretadas por Christa Teret e Sophie Marceau.

    Miley Cyrus é a Lola do título, uma jovem estudante de Chicago que vive uma relação simbiótica com seu smartphone, do tipo disposta a ser açoitada em praça pública desde que não lhe impeçam de acessar o Facebook, Twitter e YouTube. Como toda adolescente, tem de lidar com grandes dilemas do universo (do seu universo) como primeiro amor, primeira traição, a paixão pelo melhor amigo, drogas, a descoberta do sexo, boletins escolares, etc. Mas ela tem certa vantagem sobre os amigos: a mãe divorciada, Anne (Demmi Moore), que, a não ser pelas notas baixas, não pega muito em seu pé. Isso, claro, até Lola promover uma festança em casa na ausência da mãe e esta descobrir por acidente seu diário. Daí em diante o relacionamento mãe-filha é posto à prova e, também a partir daí (ou até mesmo antes), você pode prever tudo o que vai acontecer até o final.

    Nem vou me ater a problemas como excessos de clichês de todo tipo, superficialidade dos personagens, histórias paralelas sem conclusão ou razão de ser, afinal, a ideia era fazer uma comédia leve sobre um grupo de adolescentes, nada mais. O problema é que Cyrus e Moore não convencem como mãe e filha e funcionam mal na tela. Moore não vive um bom momento em sua vida pessoal e isso parece estar refletindo na carreira. A Anne do filme certamente é um de seus piores trabalhos. E Cyrus, definitivamente, precisa estudar muito se um dia quiser ser chamada de atriz.

    Não se trata de um filme sobre, mas para adolescentes – se for adulto, fuja. Uma mãe bem intencionada, disposta a assistir ao longa no intuito de entender melhor a chamada geração Z, sairá do cinema tão sem respostas como entrou. Talvez um pouco mais desesperada. Com sua abordagem sobre sexo e drogas aparentemente mais aberta do que se costuma ver em filmes adolescentes americanos, Lola parece, em alguns momentos, ser diferente. Só aparências. Ao final, chega-se à conclusão que nada mais é que uma pobre tentativa de atrevimento. Talvez as meninas na faixa de idade da protagonista curtam enquanto twittam da sala de cinema.