LOST ZWEIG

LOST ZWEIG

(Lost Zweig)

2002 , 113 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sylvio Back

    Equipe técnica

    Roteiro: Alberto Dines, Nicholas O'Neill, Sylvio Back

    Produção: Deborah Calla, Sylvio Back

    Fotografia: Antônio Luis Mendes

    Trilha Sonora: Guilherme Vergueiro, Raul de Souza

    Estúdio: BANESPA, Calla Productions, Labo Cine do Brasil Ltda., Quanta Centro de Produções Cinematográficas (, Sanepar, TV Cultura, Usina de Kyno

    Montador: Francisco Sérgio Moreira

    Distribuidora: Usina de Kyno

    Elenco

    Alexandre Ackerman, Ary Coslov, Carina Cooper, Claudia Neto, Daniel Dantas, Isaac Bernat, Juan Alba, Kátia Bronstein, Kiko Mascarenhas, Michel Bercovitch, Ney Piacentini, Odilon Wagner, Phil Miler, Renato Borghi, Rüdiger Vogler, Ruth Rieser, Soraya Ravenle, Thelmo Fernandes

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de quatro anos percorrendo o circuito dos festivais e amargando uma longa espera nos complicados meandros da distribuição cinematográfica brasileira, finalmente estréia Lost Zweig, décimo longa-metragem do cineasta Sylvio Back (Aleluia Gretchen). Premiado nos festivais de Brasília, Cuiabá e Fortaleza, Lost Zweig reconstitui os anos que o escritor judeu austríaco Stefan Zweig (autor do livro Brasil, País do Futuro) e sua esposa Lotte viveram em nosso país.

    Zweig era apaixonado pelo Brasil, que considerava um paraíso, e resolveu adotar o País como sua moradia a partir de 1941, quando chegou para ficar, fugindo do nazismo que já lhe queimara os livros em praça pública. Autor de mais de 50 novelas, romances, poesia e biografias, o escritor acreditava temerosamente na vitória de Hitler, presságio que acaba perturbando irreversivelmente seus últimos meses de vida. O filme concentra sua ação entre o domingo de Carnaval e a segunda-feira da semana seguinte, 23 de fevereiro de 1942, nas cidades de Petrópolis e Rio de Janeiro.

    Mesmo produzido no Brasil, Lost Zweig é fruto de um verdadeiro esforço multinacional encabeçado pelo diretor Back. O argumento original, por exemplo, é do próprio diretor, com roteiro escrito em parceria com o irlandês Nicholas O'Neill, que por sua vez é baseado na biografia Morte no Paraíso, de Alberto Dines. Como Stefan Zweig, a mulher e amigos eram todos estrangeiros e sempre conversavam em uma segunda língua, além do alemão, o filme é inteiramente falado em inglês, sendo exibido no Brasil com legendas em português. O elenco é encabeçado por uma dupla de intérpretes europeus: o alemão Rüdiger Vogler e a austríaca Ruth Rieser. Além disso, o cineasta e produtor alemão Andrew Hood, que atuou como diretor assistente, também cuidou de todos os detalhes dos diálogos germânicos.

    Porém, toda esta cruzada global resultou num filme frio, sem força narrativa suficiente para arrebatar emoções. Os planos fechados e claustrofóbicos ajudam a minimizar os problemas de falta de verba para uma produção de época, mas a um custo sufocante para o espectador. A linguagem é muito mais próxima à teatral que propriamente à cinematográfica, problema que poderia ser compensado se o texto tivesse força e/ ou qualidades de peso. O que não é o caso. Fica mais claro compreender, após ver o filme, os motivos de seus problemas de distribuição.



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