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    MADAGASCAR 3: OS PROCURADOS

    Diversão garantida para as crianças, filme parece truncado, sem carisma e com graça de menos.<br />
    Por Rogério de Moraes
    06/06/2012

    Os quatro animais foragidos do zoológico de Nova York retornam às telas de cinema agora em 3D. Depois de terem ido parar na ilha de Madagascar no primeiro filme e no coração da África no segundo, o leão Alex (voz de Ben Stiller), a zebra Marty (voz de Chris Rock), a girafa Melman (voz de David Schwimmer) e o hipopótamo Glória (voz de Jada Pinkett Smith), desta vez, vão parar na Europa.

    Ainda tentando voltar para Nova York, eles precisam encontrar os pinguins que estão em Monte Carlo com os macacos, faturando alto no cassino da cidade. É na tentativa de tirar os pinguins da jogatina desenfreada que eles vão encar sua pior vilã, a incansável capitã Chantel DuBois (voz na versão original de Frances McDormand). Ela é uma oficial francesa que lidera a divisão de controle de animais, cujo maior sonho é conquistar o único troféu que falta em sua coleção de animais caçados: a cabeça de um leão. É para fugir dessa imbatível predadora que todos vão parar em um circo, misturando-se com os animais do espetáculo.

    Sempre sonhando com a volta ao zoológico da Big Apple, Alex, Marty, Melman e Glória vão de Monte Carlo a Roma e de Roma a Londres. Nunca sem a companhia dos lêmures indiscretos e dos pinguins militarizados, que ainda rendem as melhores piadas.

    Contudo, Madagascar 3 mostra que a franquia, que nunca foi das melhores, enfraqueceu bastante. Seus personagens perderam força e se tornaram repetitivos. Para piorar, nesta terceira aventura o roteiro é quase posto de lado. A ação joga todos de um lado para o outro até metade do filme e é só quando chegam ao circo que tem início um fio de história, com a entrada de novos personagens.

    Precisando fazer valer o efeito 3D, o filme parece muito mais focado em malabarismos voadores, que reforçam o efeito tridimensional de “saltar aos olhos”, do que em ser engraçado ou divertido. Perto do fim, aposta num colorido sintético, artificial, quando a trama descarta o circo tradicional e adere ao modelo de circo acrobático de efeitos especiais, que tanto sucesso faz atualmente.

    Claro que para as crianças a diversão está garantida, mas, comparado aos filmes anteriores, o resultado desta terceira investida parece truncado, sem carisma e com graça de menos.