PôsterFF_Mãe!

MÃE!

(Mother!)

2017 , 115 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/09/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Darren Aronofsky

    Equipe técnica

    Roteiro: Darren Aronofsky

    Produção: Ari Handel, Darren Aronofsky, Scott Franklin

    Fotografia: Matthew Libatique

    Trilha Sonora: Jóhann Jóhannsson

    Estúdio: Protozoa Pictures

    Montador: Andrew Weisblum

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Amanda Silveira, Amanda Warren, Andreas Apergis, Brian Gleeson, Courtney Shannon Caines, Domhnall Gleeson, Ed Harris, Eric Davis, Genti Bejko, Javier Bardem, Jennifer Lawrence, Jovan Adepo, Julien Irwin Dupuy, Kristen Wiig, Laurence Leboeuf, Marcia Jean Kurtz, Michelle Pfeiffer, Mizinga Mwinga, Pierre Simpson, Robert Higden, Ryan Derange, Ryan O'Hagan, Scott Humphrey, Stefan Simchowitz, Stephen McHattie

  • Crítica

    19/09/2017 14h30

    Há quem diga que toda boa arte que se preze provoca debates e inquietude. Se pensarmos por esse lado, Mãe! cumpriu bem o seu objetivo, mas no mundo do cinema é necessário muito mais que "buzz" para que um filme seja considerado uma obra-prima.

    O novo suspense de Darren Aronofsky é uma montanha-russa de sentimentos. Se há uma coisa que não podemos dizer é que o espectador sairá da sala de cinema da mesma forma em que entrou, mas se engana que pensa que o filme é uma unanimidade.

    Com uma narrativa toda construída em cima de alegorias e metáforas, a trama deixa uma gama de interpretações possíveis - que vão desde uma crítica de cunho ecológico, uma análise sobre a alienação provocada pelas religiões ou até a representação lírica do processo criativo de um artista - e pode soar confuso e até pretensioso (principalmente para aqueles que não gostam do estilo do diretor).

    Na trama, Jennifer Lawrence vive a esposa de um renomado poeta (nenhum personagem tem o nome revelado) vivido por Javier Bardem. Com o marido em plena crise criativa, ela se dedica incessantemente a reconstruir a casa onde os dois vivem, em um local isolado, que havia sido incendiada no passado.

    Mas a inesperada aparição de um hóspede misterioso é a porta de entrada para uma mudança radical na vida do casal. Não demora muito para que a esposa do homem também apareça na casa e logo a dupla domina o local, deixando a personagem de Lawrence e os próprios espectadores desconfortáveis. A presença das estranhas figuras logo se revela como o catalisador de uma série de acontecimentos caóticos.

    A qualidade técnica de Mãe! é indiscutível. O longa tem o interior da casa como único cenário e consegue desbravar cada cômodo do lugar sem parecer redundante. A forma como cada passo da personagem de Lawrence é acompanhado, fazendo uso de uma quase "câmera subjetiva", e o capricho com os detalhes também são de encher os olhos.

    O diretor optou por usar um silêncio incômodo, que vai se transformando em uma explosão sonora de acordo com a evolução dos eventos, proporcionando ao espectador uma rica experiência sensorial.

    No quesito atuações, Lawrence sem dúvidas rouba a cena com uma interpretação sólida e visceral de uma mulher que é quase uma "amélia" no início do filme, mas que vai se transformando com o passar dos acontecimentos e buscando força até onde não acreditávamos que fosse possível. A atriz faz um excelente trabalho em dosar esse misto de emoções.

    O outro destaque fica por conta de Michelle Pfeiffer, que brilha em um papel provocador e impõe sua presença, crescendo mesmo em seu limitado papel de coadjuvante. É seguro dizer que as mulheres roubam a cena no longa.

    O grande problema de Mãe! é também o seu grande trunfo. Enquanto o filme trabalha metáforas de forma sensível e inteligente, ele também soa experimental demais para o momento atual do cinema e para um filme que foi promovido com afinco para o público geral.

    Após os mais de 120 minutos de sessão, fica fácil entender porque a obra dividiu tanto as opiniões durante sua estreia no Festival de Veneza. Ainda assim, por todo o debate gerado e por sua qualidade técnica, Mãe! é uma experiência que merece ser vivida.



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