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    MAGIC MIKE XXL

    Sequência abandona moralismos do primeiro filme
    Por Iara Vasconcelos
    29/07/2015

    Quando lançado em 2012, Magic Mike foi recebido como uma alternativa aos milhares de filmes que exploravam a nudez feminina. No entanto, para fugir das acusações de ser "vazio", trouxe um enredo repleto de questões morais, como a vontade de Mike (Channing Tatum) em buscar algo a mais, de ter uma vida "normal" longe de toda aquela gritaria do público. Essas questões são tudo o que você não verá em Magic Mike XXL. Não que não haja uma moral da história, mas o novo filme tem mais "ação" e menos diálogos existenciais. Convenhamos, tudo que a maioria esperava do primeiro.

    Na sequência dirigida por Gregory Jacobs, Mike - afastado do mundo dos strippers a cerca de três anos - percebe que sua empresa de móveis não vai tão bem quanto esperava. Dividido entre a decepção por não poder pagar o plano de saúde de seu único funcionário e as boas lembranças da antiga carreira, ele reencontra velhos amigos e embarca em uma divertida road trip com os Reis de Tampa rumo a maior convenção de Strippers dos Estados Unidos. Tudo que o grupo quer é uma última apresentação nos palcos e esse é o foco de toda a trama.

    Trancados em um trailer apertado, os rapazes confrontam fantasmas do passado, como a saída de Dallas – Papel de Matthew Mcconaughey no primeiro filme e uma das maiores baixas de XXL – e do próprio Mike do grupo. Além da falta de inspiração, a solidão, a velhice de outros. Esses e outros assuntos que são debatidos sempre de forma leve e breve.

    Porém, se Magic Mike XXL não é um drama, também não pode ser encarado como uma comédia. Os momentos cômicos no filme são escassos, mas são compensados por passagens muito boas, como a cena em que Richie (Joe Manganiello) faz um show de strip-tease no meio de uma loja de conveniência ao som de "I Want it That Way" dos Backstreet Boys.

    O grande trunfo de Magic Mike XXL é jamais abandonar o entretenimento. Mike e seus colegas não são vistos apenas como um abdômen sarado, há muita humanidade neles, mas o filme não precisou recorrer a meios conservadores, como no primeiro filme, para deixar isso evidente. Além do mais, foge daquele chavão de que a sensualidade masculina só pode ser mostrada de forma cômica. Mais do que tudo, os Reis de Tampa sabem como encantar e seduzir. Mais uma opção leve e sem compromisso para o cineminha de final de semana.