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    MALÉVOLA - DONA DO MAL

    Por Daniel Reininger
    17/10/2019
    7/10

    MALÉVOLA - DONA DO MAL

    10
    Fantasia

    Sessenta anos depois de A Bela Adormecida e cinco anos depois de Angelina Jolie dar vida nova à clássica vilã Malévola, Malévola - Dona Do Mal chega para ampliar esse mundo de fantasia e introduzir novos personagens. Para quem duvidava que a Disney seria capaz de fazer uma sequência que fizesse jus ao ótimo primeiro filme, uma surpresa: O longa funciona, mesmo se distanciando do conto de fadas clássico.

    O primeiro filme expandiu o conto com a história de uma fada com chifres traída pelo homem cruel que ela amava. Ela decide se vingar amaldiçoando a filha dele, mas acaba por se afeiçoar pela criança. A sequência se passa anos depois, Aurora (Elle Fanning) agora é Rainha dos Moors, onde vivem fadas e seres mágicos, e Malévola vive por ali, sem tantas preocupações. Tudo muda quando o príncipe Phillip (Harris Dickinson) pede Aurora em casamento, criando a oportunidade perfeita para vinganças, acertos de contas e traições.

    Embora a história seja simples e a narrativa previsível, o longa se destaca mesmo pelos personagens e elementos fantásticos desse mundo. E claro, o elenco ajuda muito. Jolie retorna muito bem como fada das trevas e Elle Fanning continua encantadora. Michelle Pfeiffer se destaca como rainha Ingrith, mãe do príncipe Phillip, embora ela se renda à caricatura perto do final.

    A melhor novidade é a presença de Chiwetel Ejiofor e Ed Skrein  como seres da mesma raça de Malévola, cuja existência ela descobre nesse longa. Esses sobreviventes de anos de massacres dão à história um ângulo novo e interessante, com potencial para ser explorado no futuro em outros filmes ou até derivados. Uma pena a história desse povo não ter tido um espaço ainda maior.

    Sem falar que a equipe criativa faz um belo trabalho na hora de criar novos ambientes e elementos e visualmente o longa é lindo. Sim, os efeitos são muito bons, uma evolução óbvia, mas longa se destaca mesmo pelas maquiagens, boa parte delas práticas e sem exagero de CGI, e figurinos incríveis, além dos cenários belos e detalhados. As batalhas também são caóticas, porém compreensíveis e interessantes de assistir, apesar de um pouco longas.

    Como seu antecessor, Malévola - Dona Do Mal é um épico de fantasia ambicioso e belo, mas com problemas de narrativa e ritmo. A vantagem desse longa é a liberdade para se distanciar do conto de fadas e expandir esse mundo cativante. É um ótimo filme de fantasia, capaz de entreter e nos levar a outro mundo, o qual acreditamos ser possível existir em algum lugar. E faz isso sem comprometer seus personagens, os quais o espectador se importa até o fim.

    Em uma época de live-actions refeitos com muita fidelidade em relação às animações originais, Malévola mostra que contar a mesma história de um ângulo diferente e com liberdade criativa é o melhor caminho para divertir, apelar para a nostalgia e ainda assim criar uma obra realmente interessante de se ver, com toque de novidade.