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    MANSÃO MAL-ASSOMBRADA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Parece que virou moda: uma a uma, as atrações dos parques de diversões da Disney estão virando filme. Depois de Beary e os Ursos Caipiras e Piratas do Caribe, agora chegou a vez da Mansão Mal-Assombrada ganhar sua versão cinematográfica. Com resultados desastrosos. Transitando entre o suspense, o terror, a comédia e o romance, o filme consegue ser pavoroso - com o perdão do trocadilho - em cada um destes quatro gêneros.Começa tentando traçar o perfil de Jim Evers (Eddie Murphy), um corretor de imóveis viciado em trabalho que coloca seus assuntos profissionais à frente dos compromissos familiares. Mas abandona o assunto no meio do roteiro e não desenvolve a idéia. Depois tenta enveredar pelo suspense, ao mostrar a família Evers em sua incursão pela tal mansão que dá título ao filme. Tudo absolutamente sem clima.Ao experimentar a comédia, o filme erra duplamente ao esbarrar no roteiro sem graça de David Berembaum, o mesmo de Um Duende em Nova York, e na direção sem ritmo de Rob Minkoff, que já fez coisa bem melhor em Stuart Little 1 e 2. Talvez numa tentativa desesperada de salvar o projeto, Mansão Mal-Assombrada busca um final romântico e novamente pisa feio na bola, com um desfecho tosco e péssimas interpretações de Nathaniel Parker e Marsha Thomason, que deveriam formar o suposto casal romântico da trama. Esta última, uma espécie de Scheilla Carvalho afro-americana: bonita, mas inexpressiva.Para não dizer que não falei de flores, salva-se a participação do veterano Terence Stamp, que parece ter se divertido bastante no papel do mordomo. Bom, pelo menos alguém se divertiu neste filme.