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    MARIA - A MÃE DO FILHO DE DEUS

    Por Roberto Guerra
    22/05/2009

    Sou um tanto suspeito para criticar Maria - Mãe do Filho de Deus, filme que marca a estréia do padre pop star Marcelo Rossi nas telas. Para começar, não concordo com essa linha carismática alienada recheada de musiquetas idiotas e mãozinhas para o ar pregada por ele. Além disso, sou um ateu convicto. Ainda assim, fui assistir ao filme deixando de lado minhas ideologias e ceticismos, e me atendo somente a avaliar a produção como uma obra cinematográfica. E como obra de cinema, Maria - Mãe do Filho de Deus está longe de ser um bom filme.

    A história começa nos dias de hoje, numa cidade do interior do País, quando uma jovem chamada Maria Auxiliadora (Giovanna Antonelli) deixa sua filha Joana aos cuidados do padre da cidade (padre Marcelo) enquanto vai buscar os resultado de uns exames feitos pela menina. Na hora, ficamos sabendo que Joana pode portar uma enfermidade muito grave. Ela não quer ficar, mas é convencida pelo padre quando este lhe promete contar uma bela história, no caso, a de Maria e Jesus. A partir daí, a história toma forma pela imaginação da menina, que vê Maria como sendo sua mãe, Jesus (Luigi Baricelli) como um vendedor de doces e o padre Marcelo vira o anjo Gabriel.

    O grande problema de Maria - Mãe do Filho de Deus é que nitidamente foi um filme feito às pressas (marca registrada de Diler Trindade, aquele mesmo que se orgulha de produzir os "filmes" da Xuxa). E como tudo feito a toque de caixa, o resultado não poderia ser dos melhores. A produção é tacanha, a direção de arte é pobre, o roteiro não se sustenta e algumas interpretações soam burlescas. Em suma, uma bobagem com a clara pretensão de faturar uma grana em nome do Senhor. Mas se Deus perdoa os que não sabem o que fazem, eles estão todos perdoados.