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    MATADORES DE VELHINHAS

    Por Roberto Guerra
    22/05/2009

    Um aviso aos espectadores fãs dos irmãos Joel e Ethan Coen: Matadores de Velhinhas, última empreitada da dupla, que estréia nesta sexta-feira em circuito nacional, é, provavelmente, o trabalho mais fraco dos dois. Realizadores de excelentes filmes como Fargo - Uma Comédia de Erros, O Homem que Não Estava Lá e Na Roda da Fortuna, desta vez os Coen escorregaram feio ao levarem para as telas a refilmagem de O Quinteto da Morte, produção de de 1955 estrelada por Alec Guiness e Petter Sellers.

    Em Matadores de Velhinhas, Tom Hanks ficou com o papel que foi de Guinness na primeira versão: o professor Goldthwait Higginson Dorr, assaltante intelectual, leitor de clássicos e fã de Edgar Allan Poe. Dorr tem um plano para roubar o dinheiro do caixa-forte de um cassino. Para executá-lo, recruta, através de um anúncio no jornal, outros quatro cúmplices e escolhe o lugar ideal para executar o roubo: o sótão da senhora Munson (Irma P. Hall), uma idosa negra muito religiosa.

    O professor aluga um quarto na casa da senhora e a convence a emprestar o sótão para os ensaios de seu conjunto de música religiosa renascentista.

    Os membros da quadrilha, que conta com um especialista em explosivos e um general vietnamita especialista em túneis, acabam se revelando de uma incompetência homérica. As confusões que aprontam ao longo da execução do plano terminam por impor a necessidade de matar a senhora Munson.

    Depois de toda a expectativa criada em torno do filme, que inexplicavelmente concorreu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, o que sobra ao final da sessão é um sentimento de decepção. O elenco não entra em sintonia em nenhum momento e os atores não conseguem sequer tornar seus personagens minimamente engraçado. Nem mesmo Tom Hanks, que abusa da caricatura, escapara do fiasco. Sua atuação, digamos, é a menos pior. Em suma: dá para assitir, mas não espere se surpreender.