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    MATRIX REVOLUTIONS

    Por Roberto Guerra
    05/11/2003

    Nem sempre o que começa bem termina da mesma forma. Matrix Revolutions, que estréia no dia 5, é prova disso. O último capítulo da série, que surpreendeu o mundo do cinema de ficção em 1999, chega às telas como um maratonista percorrendo os últimos metros antes da chegada: exaurido e capenga. O motivo: excesso de pretensão. A maior revelação de Matrix Revolutions não é se Neo é o escolhido ou não. A grande descoberta que se faz durante a projeção é que a história dos irmãos Wachowski não tinha fôlego para percorrer uma trajetória tão longa. Três filmes se configuraram um percurso extenso demais para um "atleta" que agora se revela limitado.

    A bem da verdade, Matrix Reloaded já era o prenúncio de que o vigor da trama estava se esvaindo. Mais barulhento e movimentado que seu antecessor, o segundo filme da série escondia atrás do espetáculo visual e da inserção de novos personagens a incapacidade de se levar a idéia original adiante. Nosso "atleta", a essa altura, já estava ruim das pernas, mas o "doping estético" camuflou sua incapacidade. Por ser um episódio intermediário, ainda contou com a vantagem de jogar o desfecho adiante, para um último episódio.

    Como era de se esperar, com Revolutions a fraude veio à tona. Na tela, o que se vê são apenas resquícios da trama original, num filme de ação fraco, cansativo e repetitivo. O que não foi explicado ateriormente, continuou sem explicação. Os diálogos, antes bem-sacados e recheados de referências filosóficas, agora são parvos, risíveis até. Tudo não passa de uma reedição burlesca do que já foi feito. Uma trama mal-costurada na qual personagens revelados no segundo episódio, como Merovingian e Perséfone, reaparecem sem motivo aparente. A batalha entre humanos e máquinas em Zion, supostamente o ponto alto do filme, se estende além da conta e não empolga. Ao final, temos o derradeiro embate entre Neo e o agente Smith. A essa altura, bocejar é quase inevitável.