Maze Runner 3

MAZE RUNNER: A CURA MORTAL

(The Maze Runner: The Death Cure)

2018 , 144 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 25/01/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Wes Ball

    Equipe técnica

    Roteiro: James Dashner, T.S. Nowlin

    Produção: Ellen Goldsmith-Vein, Lee Stollman, Wyck Godfrey

    Fotografia: Gyula Pados

    Trilha Sonora: John Paesano

    Estúdio: Gotham Group, Temple Hill Entertainment, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Dan Zimmerman, Paul Harb

    Distribuidora: fox filmes

    Elenco

    Aidan Gillen, Barry Pepper, Dexter Darden, Dylan O'Brien, Giancarlo Esposito, Jacob Lofland, Katherine McNamara, Kaya Scodelario, Ki Hong Lee, Nathalie Emmanuel, Patricia Clarkson, Rosa Salazar, Thomas Brodie-Sangster, Walton Goggins

  • Crítica

    19/01/2018 15h07

    Por Daniel Reininger

    Os filmes de Maze Runner foram agradáveis surpresas no gênero de fantasia para adolescentes. Os dois primeiros se concentraram em ação e mistérios e evitaram armadilhas comuns de filmes similares, como melodrama. O terceiro filme mantém a boa qualidade, mas, pela primeira vez, abusa dos dramas pessoais desnecessários para encerrar os arcos individuais. Dito isso, o longa consegue ser um final digno para essa boa série.
    O terceiro filme volta a ter os grandes momentos que já esperamos desta trilogia, mas como a história está terminando, os personagens tentam analisar suas vidas e dar um encerramento às relações do passado e, algo que evitaram nos primeiros filmes graças à amnésia, que sempre foi a desculpa perfeita para justificar a maneira como esses jovens arriscavam suas vidas sem pensar muito. É óbvio que a trama de Maze Runner nunca fez muito sentido, mas as cenas de ação e o mistério ajudavam a deixar as coisas plausíveis.
    No longa, Thomas (Dylan O'Brien), Newt (Thomas Brodie-Sangster), Brenda (Rosa Salazar), Frypan (Dexter Darden) e Jorge (Giancarlo Esposito) tentam resgatar seu amigo Minho (Ki Hong Lee) das garras da CRUEL, que usa o sangue do rapaz para tentar achar uma cura para o vírus que matou bilhões. Mas a tentativa de resgate falha e os amigos resolvem ir até a última cidade, sede da companhia, para trazer seu amigo de volta antes de fugirem com um barco mar adentro.
    Como os dois primeiros filmes, Thomas e seus amigos passam por uma série de obstáculos perigosos, mas essa é a primeira vez que os personagens têm tempo para planejar, entretanto o plano falho mostra que era melhor fazer tudo na sorte, afinal parecem baratas tontas correndo de um lado para o outro e ainda parece que só querem impedir a CRUEL de encontrar a cura do vírus dizimou a raça humana.
    O fato deles ajudarem a destruir uma cidade para salvar um amigo e tentar trazer de volta a traidora Teresa (Kaya Scodelario) também se mostra uma grande falha na narrativa e de tom. Não são raros os momentos em que é possível torcer por membros da C.R.U.E.L. neste filme e isso é um erro terrível de roteiro e narrativa, afinal essa franquia nunca tentou mostrar os antagonistas como nada além de malignos e manipuladores até este filme.
    Mesmo assim, o longa é capaz de divertir e certamente os fãs da franquia vão considerar o filme um final justo para a trama, com direito a revelações e despedidas emocionadas. Em termos de efeitos e visual, o longa faz um bom trabalho e consegue expandir bem o mundo apocalíptico dominado por criaturas zumbis.
    As cenas de ação são o motivo de ver o filme, com dezenas de coisas acontecendo ao mesmo tempo e com visual empolgante. Muitas das sequências são inteligentes o suficiente para provocar um sorriso de felicidade no espectador. Pena que esse novo longa abuse tantos dos diálogos e momentos desnecessários entre os personagens, que nunca foram bem desenvolvidos e seria melhor se continuassem assim.
    Maze Runner: A Cura Mortal diverte bastante e poderia ser melhor, mas, se comparado a outros finais de filmes similares, como Jogos Vorazes, é um triunfo! Entretanto, as resoluções dos mistérios não são satisfatórias como gostaríamos e o vai e vem do clímax incomoda um pouco. Esse é o menos interessante da trilogia, mas certamente vai marcar o fandom por ser a despedida de Thomas e seus amigos.



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