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    MAZE RUNNER: CORRER OU MORRER

    Adaptação surpreende e aposta na relação entre os personagens
    Por Gustavo Assumpção
    18/09/2014

    Se você gostou de Jogos Vorazes e Divergente, talvez seja a vez de ir ao cinema assistir Maze Runner: Correr ou Morrer, mais uma adaptação de um livro adolescente que deve dominar as bilheterias. Mas, ao contrário do caminho mais óbvio, o filme dirigido por Wes Ball surpreende e deixa os efeitos especiais em segundo plano para apostar na relação entre os personagens.

    Correr ou Morrer é baseado no primeiro livro da saga Maze Runner e conta a história de Thomas (Dylan O'Brien), um menino que acorda em uma comunidade isolada. Quando finalmente recobra sua consciência, descobre que está em um ambiente hostil cercado por um imenso labirinto habitado por criaturas selvagens. Obviamente ele e os outros habitantes não sabem porque foram mandados para esse lugar tão adverso. 

    É justamente nesse mistério que o roteiro se apega, algumas vezes até de maneira exagerada. Na primeira metade o filme faz poucas revelações e tenta construir a personalidade de cada um dos moradores do local. Obviamente estará nas mãos de Thomas descobrir toda a verdade e tirá-los dali, algo que ganha força com a chegada de Teresa (Kaya Scodelario, da série Skins), primeira menina enviada para a comunidade.

    Todos os estereótipos estão retratados nesse ecossistema: o oriental Minho (Ki Hong Lee), o nervosinho Gally (Will Poulter), a criança que inspira o herói. Se no livro as relações entre os personagens são mais conflituosas, o roteiro escrito pelos inexperientes Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers e T.S. Nowlin pega leve e elimina boa parte dos exageros da obra original.

    Correr ou Morrer tem claramente uma produção mais modesta que seus concorrentes, e por isso fez escolhas. O elenco, por exemplo, é formado por atores praticamente desconhecidos e em início de carreira. Destaque para a performance convincente de Dylan O'Brien (da série Teen Wolf e da comédia Os Estagiários), que eleva o nível de cenas até então banais. O baixo orçamento também levou ao uso de soluções baratas, sem que para isso o filme precisasse descuidar do seu visual ou ceder em exagero aos efeitos especiais.

    É bem verdade que a história contada em Correr ou Morrer é recheada de clichês e por isso havia pouco potencial para ir além. Com o material que teve nas mãos e boas soluções em momentos-chave, o diretor Wes Ball entregou um filme divertido e que prende o espectador até o fim. Também é verdade que os dez minutos finais funcionam mais como um anticlímax do que como um momento surpreendente. Isso não será problema para quem já conhece o livro, caso contrário se prepare para sair do cinema levemente frustrado.