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    MAZE RUNNER: PROVA DE FOGO

    Mais maduro, longa afasta estigma de filme adolescente
    Por Iara Vasconcelos
    15/09/2015

    Depois de lutar pela sobrevivência no misterioso labirinto de Correr Ou Morrer, Thomas (Dylan O'brien), Teresa (Kaya Scodelario) e o restante do grupo ainda não estão livres da terrível organização C.R.U.E.L.. Desta vez, o desafio de Maze Runner: Prova De Fogo ocorre em meio a um deserto hostil, rodeado de perigos e habitado pelos assustadores Cranks e tudo ainda faz parte do jogo mortal que os atormentou no longa original.

    É nítido o amadurecimento da trama nesse segundo filme. Agora a pressão não é apenas para escapar ou salvar a própria pele, o grupo de jovens precisa lidar com escolhas difíceis, que mudarão para sempre o rumo de suas vidas. Assuntos como morte, traição e realidade povoam o enredo de forma interessante.

    Pegando carona no sucesso de filmes como Mad Max: Estrada Da Fúria, Prova de Fogo deve agradar ao explorar a paisagem árida e o visual Steampunk dos seus personagens. Outro ponto positivo são as cenas de terror envolvendo os Cranks, que com certeza devem causar mais sustos do que muitos thrillers lançados recentemente.

    Destaque também para os personagens de Giancarlo Esposito e Rosa Salazar, que apesar de não estarem no primeiro longa, são carismáticos o suficiente para ganharem os corações dos fãs logo de cara. A relação misteriosa entre os personagens Jorge e Brenda dá um fôlego à mais ao enredo, além disso, a moça é um grande exemplo de personagem feminina autossuficiente que está tão em falta em Hollywood.

    É interessante observar que o roteiro de Maze Runner: Prova de Fogo se preocupa bastante em aprofundar cada um de seus personagens. Não há rebeldia sem causa e todos os membros do grupo possuem valores morais bem definidos, sem deixar de lado os conflitos habituais da pouca idade.

    Apesar de apresentar reviravoltas cruciais para o futuro do filme, Prova de Fogo perde um pouco de seu brilho pelo excessivo jogo de "provocações" que, por um lado pode aguçar a curiosidade do espectador, mas também é irritante, por adiar o clímax do filme por tempo demais. É claro que é uma estratégia de dividir a conclusão da franquia em duas partes, a exemplo de Jogos Vorazes: A Esperança porém, não funciona como planejado e poderia ter sido trabalhada de uma forma mais apropriada.

    O segundo filme veio para derrubar definitivamente o estigma da série como um sci-fi adolescente e isso se reflete no roteiro. Maze Runner: Prova de Fogo é um bom programa para todos os públicos e não só para os jovens fãs de Jogos Vorazes ou Divergente.