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    MEGATUBARÃO

    Pipocão
    Por Juliana Varella
    08/08/2018
    8/10

    MEGATUBARÃO

    14
    Ação

    O que esperar de um filme que pode ser descrito como uma mistura de Jurassic Park, Tubarão e Duro De Matar, com o carisma de Jason Statham e o humor de um diretor que nos trouxe Jamaica Abaixo De Zero? Exatamente: as duas horas mais divertidas da sua vida (ou, pelo menos, do seu dia).

    Megatubarão estreia nesta quinta (9) com uma premissa muito simples, mas bem executada: durante a exploração de uma camada abaixo do que se acreditava ser o ponto mais profundo do oceano, uma equipe encontra um tubarão pré-histórico que, segundo todos os estudos, deveria estar extinto. O animal não apenas tem o tamanho de um Mosassauro (o grandalhão que come tubarões em Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros), mas também parece ter ficado alguns milênios sem se alimentar, tamanho o apetite.

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    O longa poderia cair na categoria de "filmes de monstros enormes" como Círculo De Fogo, Godzilla ou Kong: A Ilha Caveira, não fosse pelo outro gigante em cena: Jason Statham. Apresentado logo de cara como o mais clichê dos heróis (aquele cujo nome as pessoas em perigo gritam, certas de que serão salvas), o personagem traz uma veia satírica à aventura, exagerando e quebrando cada uma das expectativas que se colocam sobre ele – como na cena em que ele manda o "Meg" (apelido carinhoso dado por ele ao Megalodonte) mastigar seu dardo letal, só para ver o equipamento engasgar e o plano todo dar errado.

    O filme segue a tendência dos recentes blockbusters americanos de tentarem atrair o público chinês – um dos poucos países cujo cinema é capaz de resistir a Hollywood e uma das maiores audiências do mundo – incluindo no elenco a estrela Li Bingbing e ambientando sua história em águas orientais. Mas não é só ela que expande a identidade da obra: Statham é britânico e Ruby Rose (que vive uma engenheira e hacker – ela que foi escolhida recentemente para viver a Batwoman) é australiana, assim como os atores Robert Taylor e Jessica Mcnamee. Há ainda um japonês, um taiwanês e um neozelandês no elenco principal.

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    Vale notar, também, que as personagens femininas têm espaço para trabalhar, mesmo com Statham (e o Meg) no centro das atenções. Uma é piloto de submarino, outra é coordenadora de pesquisas e especialista na anatomia de tubarões (além de mãe, o que surpreendentemente não a impede de se arriscar), e a terceira é a pessoa que projetou toda a estrutura onde a aventura se passa. É claro que nenhuma delas terá tanta coragem quanto o protagonista nem será a pessoa que salvará o dia, mas, afinal, o trabalho dele é literalmente esse.

    Digo "literalmente" porque o personagem de Statham, Jonas Taylor, é contratado para salvar os tripulantes de um submarino por ser "a única pessoa" que já realizou um resgate semelhante e, portanto, ser "o único" que poderia cumprir a missão (mesmo estando, agora, bêbado e desempregado). A ideia não só é absurda como um pouco patética, como tudo o que cerca o Megatubarão: crianças boiando na praia, uma cadelinha nadando no mar, um homem tirando selfie entre os dentes de um animal abatido, um funcionário do escritório de oceanografia que não sabe nadar. Tudo ali é um pouco ridículo, mas apenas na medida certa para equilibrar a tensão e o riso, a adrenalina e a tranquilidade de quem sabe que tudo vai dar certo no final. Statham, afinal, está ali para nos proteger.