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    MENINA DE OURO

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009
    10/10

    MENINA DE OURO

    12
    Drama

    Existe uma discussão infindável, principalmente entre os críticos de cinema, a respeito do grau de "inovação" ou de "mesmice" dos filmes atuais. Obviamente, todos nós gostamos de ir ao cinema e sermos surpreendidos com algo jamais feito anteriormente. Nem que seja um simples movimento de câmera, um novo efeito especial ou uma forma inusitada de abordar algum assunto. Porém, contrariando todos aqueles que gostam de reinventar a "sétima arte" a cada novo filme realizado, o bom e velho Clint Eastwood deixa os críticos boquiabertos fazendo o que ele sabe fazer de melhor: um estilo 100% clássico de direção. À moda antiga, no bom sentido... E profundamente emocionante.

    Tudo em Menina de Ouro contribuiria, a princípio, para torcer o nariz da imprensa. Desde o título (bobinho, né?) até a trama: garota que faz de tudo para superar suas dificuldades e ser uma estrela do boxe feminino. Mas Eastwood reverte até a pior da expectativas e faz um filme soberbo. Deixa de lado toda e qualquer "invencionice" (esta palavra existe ou é uma "invencionice"?), abre mão de firulas cinematográficas, opta pela sobriedade narrativa e deixa a emoção rolar solta. Apóia-se num elenco impecável, mostra-se novamente um excelente diretor de atores e arranca lágrimas da platéia sem apelar para fórmulas fáceis.

    Só não dá para contar muito sobre a história do filme para não estragar surpresas. Dá, sim, para aplaudir de pé não somente o talento de Clint Eastwood em dirigir com talento e emoção, como também a coragem de todos os produtores que não tiveram medo (sim, esta é a palavra) de levarem às telas um filme que vai à contra-mão da mesmice "blockbusteira" do momento.