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    MEU AMIGO, O DRAGÃO

    Capaz de encantar crianças e adultos, filme emociona
    Por Rebeca Tosta
    29/09/2016

    O novo filme da Disney, Meu Amigo, O Dragão chega aos cinemas sem muitos holofotes, mas conta uma história emocionante. O remake ganhou uma nova trama, se antes Pete fugia de casa cansado de sofrer abusos de seu pai, agora ele viaja a caminho de uma aventura com os pais quando tem apenas cinco anos, mas um acidente faz com que o garotinho fique sozinho na floresta logo no começo do longa (o que pode levar os emotivos às lágrimas logo de cara).

    Já na floresta, Pete encontra Elliot, um dragão peludo que mais parece um cachorro com asas. A amizade entre o garoto e a figura mitológica cativa logo de cara. O dragão assume o papel de tutor do pequeno e o ajuda a sobreviver.

    Mas, com o avanço do desmatamento na região, o Elliot está ameaçado de ser descoberto. Apenas um morador acredita de fato na existência dele, o pai da guarda florestal Grace, personagem de Bryce Dallas Howard. Em uma de suas brigas com os donos da madeireira, ela encontra o garotinho que, ao começar a confiar nela, mostra o desenho de seu amigo grandalhão que o ajudou durante os seis anos que ficou na floresta, o mesmo que seu pai afirma ter visto há anos.

    Apesar da morte dos pais de Pete já ser esperada - até mesmo pelo histórico dos filmes da Disney - ela também parece acontecer precocemente. Não conhecemos seus progenitores muito bem e a aproximação de Grace com menino faz com que cheguemos a questionar se ela não seria a sua mãe de fato (afinal, as duas têm traços semelhantes e a mesma cor de cabelo). Até mesmo uma fala solta de seu noivo, Jack, dá essa impressão, já que ele diz que o menino poderia ser o filho dela.

    O filme é bastante emotivo e traz também com ele alguns valores da Disney já conhecidos como os relacionados à família (das mais variadas formas) e a crença na magia. Esta última é apresentada na figura de Elliot, que surpreende quem o conhece por seu bom coração.

    Ainda assim, a trama traz a dura lição de se fazer decisões. De uma maneira sutil, o longa tenta mostrar que deixar algo partir não significa necessariamente perdê-lo totalmente e que as lembranças dos bons momentos vividos sempre serão guardadas. Quanto aos vilões, eles já não são mais caricatos e estão mais próximos das figuras humanas que erram, aprendem com seus erros e evoluem (um ótimo ponto para dar fim ao maniqueísmo tão presente ainda em filmes infantis).

    A produção anterior era um musical. Talvez por isso o longa tenha ganhado uma trilha sonora capaz de embalar as cenas de uma maneira muito harmônica e fazer você pensar que gostaria de ouvir aquela música de novo. Já o enredo fluído permite que o tempo passe voando na sala de cinema (o que é ótimo em uma produção dedicada às crianças).

    Filme para a família toda, Meu Amigo, o Dragão conquista pela sua delicadeza em tocar em assuntos como amizade, família e ganância. Além disso, ele traz uma linda mensagem de preservação à natureza, que pode fazer a criançada pensar.