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    MEU MALVADO FAVORITO

    Sem pretensões de refletir, animação diverte e dá às crianças a chance de viajar<br />
    Por Heitor Augusto
    01/09/2010

    Não vá assistir a Meu Malvado Favorito esperando um filme que acompanha a tendência de animações que refletem sobre a condição humana, como Toy Story, Persepolis, Como Treinar Seu Dragão ou Wall-E.

    A pretensão de Meu Malvado Favorito é mais modesta: divertir as crianças. Para isso, é construído com o olhar dos pequeninos sobre o que é maldade, provocando, para os adultos, uma sensação de visão romântica. Ou seja, é aquele malvado dos desenhos animados que, no fundo, é bonzinho e só precisa de uma chance para provar. O filme dá a Gru (voz de Steve Carell na versão original) essa chance ao colocar em seu caminho três crianças de um orfanato que aguardam por adoção.

    Quando criança, Gru fora rejeitado pela mãe e, por isso, tornou-se um adulto mal encarado. Para sustentar seu título de “o mais malvado do mundo”, cria um “singelo” plano: roubar a lua! Meu Malvado Favorito não é aquele tipo de filme que tem várias camadas ou que reverbera para além da sala de cinema.

    Na verdade, em relação aos personagens, sejam adultos ou crianças, o filme é bem simples e decide fugir de qualquer complexificação – ou seja, não há a metáfora da morte como em Toy Story 3 ou como os pais lidam com as escolhas dos filhos, caso de Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar. Talvez justamente por Meu Malvado Favorito ter como público alvo os pequeninos espectadores que irão obrigar os pais a levá-los ao cinema. Assim, a história aposta na jornada de transformação do herói – no caso, um malvado de carteirinha.

    Cores, planos mirabolantes e um time muito interessante de coadjuvantes (The Minion, as estranhas criaturas amarelas que auxiliam Gru na missão de roubar a lua) garantem aos adultos uma animação simpática e às crianças uma viagem divertida.

    Meu Malvado Favorito quer apenas recompensar o que o espectador pagou pelo ingresso. Pretensão circunscrita, mas alcançada, sem dúvida.