Pôster de Meu Nome Não É Johnny

MEU NOME NÃO É JOHNNY

(Meu Nome Não é Johnny)

2008 , 124 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 04/01/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mauro Lima

    Equipe técnica

    Roteiro: Guilherme Fiúza, Mariza Leão, Mauro Lima

    Produção: Mariza Leão

    Fotografia: Ulrich Burtin

    Trilha Sonora: Fabio Mondego, Fael Mondego

    Estúdio: Apema Filmes, Atitude Produções e Empreendimentos, Globo Filmes, Teleimage

    Montador: Marcelo Moraes

    Distribuidora: Downtown Filmes, Sony Pictures Releasing

    Elenco

    André de Biase, Ângelo Paes Leme, Arthur Lopes, Breno Guimarães, Cássia Kiss, Cléo Pires, Dan Klabin, Daniel Torres, Ellan Lustosa, Eva Todor, Felipe Severo, Gillray Coutinho, Giulio Lopes, Júlia Lemmertz, Luis Miranda, Rafaela Mandelli, Rodrigo Amarante, Selton Mello, Tammy Di Calafiori, Victor Lisboa Gorgulho

  • Crítica

    04/01/2008 00h00

    Baseado no livro homônimo escrito por Guilherme Fiúza, Meu Nome Não É Johnny conta a história real de João Guilherme Estrella, que hoje atua como produtor musical. Nascido numa família carioca de classe média, passou sua juventude nos anos 80 e 90 envolvido com venda de drogas e é esta a passagem de sua vida que a história enfoca.

    Calcado principalmente na atuação consistente de Selton Mello na interpretação de Estrella, o filme desenha de forma muito particular o retrato deste personagem. Deixando de lado a abordagem maniqueísta e o fácil impulso de transformar a história do traficante em uma lição de moral, Meu Nome Não É Johnny não pretende julgar os atos dos personagens e este é o grande trunfo do filme.

    A recriação da época é sutil, porém bem marcada pela direção de arte e criação do figurino, transportando com competência o espectador à realidade vivida pelo protagonista nas várias fases que o longa abrange, desde seu envolvimento com as drogas - primeiramente como usuário, depois como traficante - até sua prisão. A forma como Mello transmite carisma ao personagem pode, ao primeiro olhar, dar a entender que existe uma "glamurizaração" do personagem e da situação toda, mas as intenções são contrárias, principalmente por essa posição que o filme toma ao se manter distante de qualquer julgamento.

    Misturando o humor (principalmente conferido por esse cinismo que Mello é capaz de conferir aos seus personagens) ao drama, especialmente num segundo momento da produção, quando Estrella é julgado e preso, Meu Nome Não é Johnny envolve o espectador graças também à direção fluída e, principalmente, as atuações convincentes.

    Por mais que Meu Nome Não é Johnny gire em torno das drogas, não tem a ver com filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite, que focam o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro: Estrella era conhecido como um "traficante do asfalto". Ou seja, nunca pisou numa favela, obtendo drogas por outros meios e distribuindo-as em seu círculo social. Portanto, trata-se de um recorte diferente e complementar de um mesmo mosaico, também formado pelas duas produções citadas anteriormente, que focam o tráfico de entorpecentes. As comparações são inevitáveis, mas devem ficar restritas somente ao tema.

    Meu Nome Não é Johnny levou dois anos e meio para ser concluído, com orçamento de R$ 5,5 milhões.



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