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    MEU TIO MATOU UM CARA

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Para você, filme para adolescentes costuma ser bobo, chato e cheio de escatologias? Para mim também. Não é preconceito, na verdade. O problema é que os filmes do gênero que chegam a nós nas salas de cinema ou na TV são geralmente assim. Culpa de Hollywood. Por isso, sempre é bom assistir a produções voltadas a esse público que saiam da mesmice. Como Meu Tio Matou Um Cara, terceiro filme dirigido pelo gaúcho Jorge Furtado que, assim como em Houve Uma Vez Dois Verões (2002), aborda o universo adolescente de uma forma engraçada e bem longe do caricatural.

    Éder (Lázaro Ramos) é um homem bastante perdido, que parece nunca fazer nada direito. Nem mesmo se apaixonar pela mulher certa. Quando Éder mata acidentalmente o marido de sua nova namorada, Soraia (Deborah Secco), a primeira pessoa que procura é Laerte (Ailton Graça), seu irmão mais velho. Ele é casado com Cléia (Dira Paes), com quem cria o garoto esperto Duca (Darlan Cunha).

    Duca tem uma melhor amiga, Isa (Sophia Reis), por quem é secretamente apaixonado. Só que ela está mais interessada no amigo Kid (Renan Gioelli), sem ter a menor noção que Duca quer mais do que amizade. Tímido, ele prefere ouvir discos do Caetano Veloso sozinho em casa a se declarar à amiga. Ele resolve envolvê-la no caso criminal do tio, e a Kid também, para tentar uma aproximação e, claro, livrar Éder da prisão.

    O filme aborda temas sempre presentes no universo adolescente, como a paixão platônica (quem nunca teve uma que atire a primeira pipoca), a curiosidade e a forma que os jovens são educados atualmente em meio a videogames e internet. Com um roteiro esperto, personagens carismáticos e trilha sonora que deve agradar a todos os tipos de gostos musicais, Meu Tio Matou Um Cara é uma opção inteligente de diversão aos adolescentes de férias. Ou melhor, não só para eles. Afinal, o cinema de Furtado ultrapassa barreiras etárias, atraindo pessoas que gostam de filmes bem produzidos, em todos os sentidos.