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    MINHA MÃE QUER QUE EU CASE

    Por Angélica Bito
    27/04/2007

    Uma comédia romântica protagonizada por Diane Keaton tem tudo para ser uma excelente opção cinematográfica, correto? Não. Pelo menos é isso que prova Minha Mãe Quer Que Eu Case, sua nova incursão no gênero.

    Diane encabeça o elenco feminino nesta comédia que encontra nas mulheres seu público-alvo. Ela interpreta Daphne, uma mulher que criou sozinha suas três filhas, Maggie (Lauren Graham), Mae (Piper Perabo) e Milly (Mandy Moore). Controladora e teimosa, Daphne não vê problemas em se meter na vida das filhas, especialmente Milly, a caçula e única solteira do trio. Temendo pelo coração da garota, que já foi magoado algumas vezes ao longo de sua vida (como o de todos, aliás), a mãe superprotetora resolve procurar na internet a solução dos seus problemas. Ela coloca um anúncio num site de encontros e encontra um candidato que parece ser o genro ideal, o arquiteto Jason (Tom Everett Scott). Mas logo ela aprende que não pode controlar o coração da filha quando o charmoso músico Johnny (Gabriel Macht) entra na disputa pela atenção de Milly.

    O fato de Minha Mãe Quer Que Eu Case ser focado em personagens femininos, basicamente, faz com que o longa sofra com a "síndrome da falação" que ataca os seriados norte-americanos, como Gilmore Girls: Tal Mãe Tal Filha - protagonizado por Lauren Graham, aliás. Ou seja, haja ouvido para agüentar tantas mulheres falando sem parar durante mais de 100 minutos de filme. Mas o excesso de histerismo não é o único defeito do filme, mesmo porque esta característica pode não ser vista como ruim pela maioria dos espectadores (o que justifica o sucesso de seriados como o citado anteriormente).

    O roteiro do filme é raso, bobo e baseado em clichês. Assinado por Jessie Nelson, é uma prova de que a roteirista já esteve em melhores momentos em sua carreira, como em A História de Nós Dois (1999). No entanto, Minha Mãe Quer Que Eu Case ganha quando volta o foco de sua história às frustrações da mãe, mas não é o suficiente. O mesmo pode ser dito de Diane Keaton que, apesar de esbanjar simpatia e carisma na tela, não consegue segurar esta produção, nem mesmo Mandy Moore, igualmente carismática. A dupla faz um par adorável, mas tanta simpatia se perde entre bolos decorados, saias rodadas, tecidos de bolinhas, situações irreais e diálogos histéricos.