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    MISSÃO IMPOSSÍVEL 3

    Por Angélica Bito
    05/06/2006

    Missão: Impossível M:i:III é aquele tipo de filme que o espectador já sabe como vai acabar. E mesmo assim adora. Afinal, como um bom longa de ação, o que conta é o tipo de hormônio que a produção é capaz de ativar no espectador: a adrenalina. E, nesse sentido, Missão: Impossível M:i:III cumpre muito bem com seu papel. Baseada em série de TV homônima famosa nos anos 60, a franquia cinematográfica produzida e protagonizada por Tom Cruise começou em 1996 e, hoje, parece ter data para acabar, já que o astro jura que será uma trilogia.

    Agora, Ethan Hunt está a fim de se aposentar. Apaixonado pela primeira vez, ele está noivo da enfermeira Julia (Michelle Monaghan, de Beijos e Tiros) e quer curtir o romance. Mas, quando a agente Lindsey (Keri Russell, famosa como protagonista da extinta série Felicity) é seqüestrada pelo vilão Owen Davian (o ganhador do Oscar Philip Seymour Hoffman), Hunt repensa suas decisões profissionais. Como tem uma estreita relação com Lindsey, Hunt resolve abrir uma exceção e volta à ativa para a missão, ao lado dos agentes Luther (Ving Rhames), Declan (Jonathan Rhys Meyers) e Zhen (Maggie Q). Mas o resgate não dá a muito certo e o protagonista resolve comprar uma briga com o vilão, conhecido por ser o mais inescrupuloso negociador de armas. Hunt acaba tendo de roubar uma arma química conhecida como "Pé de Coelho" quando Davian tem nas mãos a pessoa que ele mais ama no momento.

    A trama de Missão: Impossível M:i:III não é das mais complicadas. Nem pretende ser esclarecedora. O que é o tal do "Pé de Coelho"? Ninguém sabe, nem mesmo o protagonista. Como ele consegue fazer tantos malabarismos sem quebrar um membro e sempre se dando bem no final? Também não fica claro, mas isso não importa. O que existe é uma sucessão de cenas de ação, intercaladas ao planejamento das missões comandadas por Hunt. Também foram adicionados ao filme toques de romantismo graças à entrada de seu par romântico à história, o que ajuda a agradar, também, ao público feminino (como se os closes em Tom Cruise não bastassem).

    O terceiro filme da série está realmente caprichado em relação ao elenco, que também conta com Laurence Fishburne e Billy Crudup. Isso sem contar que Philip Seymour Hoffman faz um vilão mal. Realmente mal. Blasé, sem coração nem escrúpulos, daqueles que parecem ameaçar de verdade a vida de qualquer pessoa, até do imortal Ethan Hunt. O que veio a adicionar na ação é a direção de J.J. Abrams. Em sua estréia no comando de um longa-metragem, Abrams leva às telonas o que aprendeu dirigindo seriados como Alias e o fenômeno Lost. O diretor segue com sua câmera nervosa, o que aumenta a tensão nos momentos de ação, e é capaz de aproveitar muito bem as locações onde o filme se passa. Ao mesmo tempo, sabe como explorar os momentos de intimidade entre o casal protagonista. A direção de arte também segue caprichada, destacando os divertidos "brinquedinhos" que Ethan e sua turma usam para cumprir suas missões. Tudo isso faz com que o terceiro filme seja o melhor da trilogia.

    Missão: Impossível M:i:III mantém a tradição dos outros filmes da série: muita ação, situações surreais, um herói que para ser "super" só falta algum poder sobre-humano. Também não podemos esquecer da tradicional mensagem sobre a missão que autodestrói em cinco segundos. Por isso, não há como decepcionar o espectador que espera muita ação e adrenalina. E nada mais. Afinal, não é só isso que esse tipo de filme tem a oferecer? E, nessa área, Missão: Impossível M:i:III não deixa a desejar, muito pelo contrário.