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    MISSÃO IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA

    Produção é ótima opção para quem quer curtir um bem realizado filme de ação<br />
    Por Roberto Guerra
    20/12/2011

    A missão não era impossível, mas difícil. Fazer o quarto filme da franquia Missão Impossível não se transformar numa sequência vazia com claro propósito de faturar mais alguns milhões de dólares em cima do sucesso dos longas anteriores. Missão dada, missão cumprida. Brad Bird e o roteirista André Nemec conseguiram dar novo fôlego à série, levando ao público um filme de ação tão bom – e em muitos aspectos melhor – do que os anteriores.

    Graças ao roteiro muito bem amarrado, toda a história se desenvolve prendendo a atenção do espectador do começo ao fim e de forma inteligível. Desta vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) é acusado por um atentado terrorista ao Kremlin, sede do governo russo. O incidente leva o presidente dos Estados Unidos a dar início ao “Protocolo Fantasma” do título, que significa a desativação completa da agência de espionagem. Deixado sem nenhum recurso ou apoio, o superagente tem de encontrar uma maneira de provar sua inocência, evitar uma guerra nuclear, fugir da polícia russa e capturar os verdadeiros culpados. Simples assim.

    Para cumprir a missão “impossível” Hunt conta com a colaboração de colegas fugitivos da IMF cujos motivos pessoais ele não conhece completamente. Nesses papéis estão os atores Jeremy Renner, Simon Pegg e Paula Patton. Como cada um dos personagens que interpretam foram bem escritos, nenhum deles ocupa espaço desnecessário na trama. Paula, como a agente Jane Carter, faz o estilo durona e busca algo mais do que simplesmente evitar uma tragédia nuclear. Ela quer vingança. Renner dá vida a um burocrata que, ao longo da trama, demonstra ter habilidades que não condizem com sua situação. Por último, o especialista em tecnologia Benji Dunn (papel de Pegg) pontua a história com muito humor - grande sacada desse quarto episódio. O quarteto funciona muito bem na tela e seus personagens são críveis aos olhos da audiência, mesmo que realizando proezas sobre-humanas.

    Quem vai ao cinema ver um filme como Missão Impossível quer ver ação e muita aventura na tela. E isso não falta neste novo capítulo da franquia. Neste caso, com uma vantagem: nada é gratuito e sem propósito como em muitos filmes do gênero que vemos por aí. As sequências, muito bem dirigidas por Bird, estão inseridas em encaixe perfeito com a trama do filme. Temos uma história – por mais improvável que seja – a dar embasamento a toda movimentação, que inclui cenas de deixar o espectador com os dedos cravados nos braços da poltrona.

    O principal antagonista do filme é Kurt Hendricks (Miachael Nyqvist), um vilão à moda antiga cujo objetivo é destruir o mundo, pois acredita que ele renasceria melhor. Talvez aqui a produção do longa tenha cometido um erro na escolha. Nyqvist não chega a comprometer, mas fica claro que um ator com mais potencial para o tipo (Jeremy Irons, Alan Rickman, Terence Stamp, Alfred Molina, só para citar alguns) teria dado outra dimensão ao personagem. A vilã secundária é Sabine Moreau, vivida pela bela atriz francesa Léa Seydoux. Ela é uma assassina profissional sem ideologias e disposta a eliminar qualquer um por dinheiro, ou melhor, diamantes. Seu rosto angelical contrasta com sua frieza e dá o charme da personagem.

    Missão Impossível: Protocolo Fantasma é uma ótima opção para quem quer curtir um bem realizado filme de ação. Para quem mora em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, o conselho é assistir ao filme numa sala de projeção com tecnologia IMAX. Vale cada centavo do ingresso.