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    'Morbius' mostra que Aranhaverso foca na diversão pura e simples

    Com destaque para história e clima de terror para jovens, filme diverte
    Por Daniel Reininger
    30/03/2022 - Atualizado há cerca de 2 meses

    O primeiro Venom não agradou, mas fez sucesso, faturou uma boa grana nas bilheterias e deu origem ao Aranhaverso da Sony. A sequência é bem melhor do que o original, embora ainda tenha problemas. Agora chega aos cinemas Morbius, uma produção que surpreende ao conseguir ser quase tão legal quanto Tempo de Carnificina e por cativar o espectador com elementos de terror e ação visceral.

    E o mais importante, o filme não tem 3 horas de duração, o que é perfeito para a ida ao cinema.

    Estrelado por Jared LetoMorbius apresenta o popular personagem dos quadrinhos que já apareceu tanto como inimigo quanto como aliado do Homem-Aranha ao longo dos anos. A tragédia que cerca o doutor Morbius fez com que ele se colocasse muito mais como um anti-herói do que como vilão, o que o faz o personagem ideal para a Sony explorar em um filme solo.

    Dirigido por Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo) e escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, Morbius conta a história de um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel que tentou a vida toda descobrir a cura para sua doença sanguínea, mas durante um de seus experimentos se transforma em um vampiro. As coisas se complicam quando seu amigo, Lucius, segue seu caminho, mas se transforma num vilão sedento por sangue e violento, o que obriga Morbius a intervir e tentar pará-lo a todo custo.

    Espinosa é conhecido por filmes como Vida, então ele sabe criar um clima de terror e desespero, algo necessário aqui, afinal Morbius é um vampiro. Só que esse ainda é um filme baseado em quadrinhos, então a atmosfera é criada, mas sem toda a tensão de um longa de horror.

    Veja bem, o personagem é basicamente um Drácula feito em laboratório. A sua aparência, principalmente as vestimentas, lembra muito a do vampiro clássico, porém com a ideia de que a ciência e não a religião o moldou. Além disso, ele possui as habilidades clássicas dos sugadores de sangue, talvez um pouco mais "super-heroicas", como força, velocidade e sentidos aguçados. A necessidade em si de beber sangue, obviamente, também está lá. Tudo isso traz alguns vieses interessantes às telas. 

    O longa se destaca mesmo pela interação entre Morbius (Jared Leto) e Lucius (Matt Smith), amigos de infância transformados em inimigos vampirescos. Leto segura bem a onda como protagonista e consegue entregar uma atuação sólida, já Smith parece que está curtindo cada momento em cena, a ponto de ser possível perceber a sua alegria ao tacar o caos na pele do vilão. 

    Cena do filme do anti-herói MorbiusReprodução

    Em termos de adaptação, o longa consegue ser até bem fiel aos quadrinhos, com bons elementos nas telas que realmente fazem parte do que é o personagem originalmente. Morbius segue a estrutura padrão dos filmes de super-heróis atuais, mas faz isso de forma descompromissada, interessado apenas em contar sua história e apresentar o personagem, sem exageros, o que garante um filme bem direto ao ponto. Ainda se leva um pouco mais a sério do que deveria, mas é um detalhe facilmente corrigível numa sequência.

    Morbius mostra que a Sony tem um plano sólido para seguir com seu Aranhaverso, com filmes mais enxutos e descompromissados, interessados na diversão do espectador naquelas duas horas de ação frenética no cinema. É uma proposta diferente da Marvel Studios e da DC Comics, mas igualmente capaz de entreter àqueles que gostam de fantasia e ação. 

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