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    MOULIN ROUGE - AMOR EM VERMELHO

    Por Karina Gouvea
    22/05/2009

    O ano é 1899. A cidade é Paris. Não a glamourosa, elitizada, mas a do submundo, da luxúria e dos palcos do Moulin Rouge, uma espécie de "palácio de mulheres" - um cabaré - que marcou a sociedade parisiense no final do século 19, ao propor uma verdadeira revolução da boemia.

    O diretor australiano Baz Luhrmann (o mesmo de Romeu e Julieta) mantém o estilo de contar uma tragédia clássica em moldes modernos. Moulin Rouge - Amor em Vermelho remete à história de Orfeu, um jovem poeta-músico que desceu ao inferno em busca do amor ideal. Interpretado por Ewan McGregor (Guerra nas Estrelas - Episódio 1: Ameaça Fantasma), ele encontra o que procurava em Satine (Nicole Kidman), a cortesã mais famosa da cidade, estrela do cabaré Moulin Rouge.

    Parece um enredo simples e é, se não recebesse o reforço do cenário e figurinos luxuosos, em estilo hindu, que enchem os olhos dos espectadores. Luhrmann conseguiu o que queria. Fazer com que o público saísse da realidade para um estado de sonho, com a ajuda da música, muita música. Apesar de ser um musical, ele foge completamente do padrão hollywoodiano, que marcou os anos 40/ 50, para dar vazão a uma fórmula pretensiosa de misturar comédia, ação, romance e drama em um único filme, intencionalmente teatral.

    Extravagante, exagerado. Moulin Rouge usa e abusa de caras e bocas, em interpretações caricaturais (como nos desenhos animados). O clima de fantasia vai envolvendo o público com números musicais coreografados, efeitos especiais, muita chuva de purpurina e pétalas, movimentos rápidos e nervosos de câmera. O ritmo desenfreado é cantado por Nicole Kidman e Ewan McGregor em frases extraídas de conhecidas canções de Julie Andrews, Madonna, Elton John, U2 e até Nirvana. Tudo isso para contar uma história de amor com um final trágico e melodramático.

    Parece um musical da Broadway - alguns podem dizer. Outros, muito exagerado, cansativo. Na verdade, Moulin Rouge traz um mundo de sonhos, disposto a dividir opiniões e a conquistar o amor ou ódio do público. Eu, amei.