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    MULHERES DO BRASIL

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    A idéia parecia boa: levantar cinco histórias de cinco mulheres comuns, representativas do cotidiano brasileiro, mesclar a ficção com depoimentos documentais e fazer um filme/ painel em episódios sobre a situação feminina em nosso país.

    Não funcionou. O roteiro ficou perdido. Com três episódios, talvez Mulheres do Brasil poderia ter ficado mais enxuto, mais ágil e até mais profundo. Ao tentar abordar um número maior de histórias, o filme fica superficial tanto na ficção como no documentário, perde-se em lugares comuns, peca nos dois estilos e acaba resultando fraco.

    As cinco histórias são as seguintes: a mimada Esmeralda (Camila Pitanga) deixa sua pequena cidade no interior da Bahia para tentar a vida na cidade grande; a desanimada estudante de turismo Ana (Luana Carvalho) conhece novos horizontes na vida ao fazer um trabalho escolar sobre uma aldeia de rendeiras em Alagoas. A porta-bandeira carioca Telma (Roberta Rodrigues) faz de tudo para que sua escola de samba conquiste o campeonato, mas é vítima de uma fatalidade; a garçonete curitibana Martileide (Carla Daniel), cansada de servir cafezinhos, transforma uma simples voz ouvida no rádio em seu príncipe encantado de sonhos. E a perturbada paulistana Laura (Bete Coelho), descasada, quer voltar ao mercado de trabalho e encontrar um novo amor.

    Trata-se de um filme de mulheres estreantes, já que Mulheres do Brasil é a primeira direção de longas de Malu De Martino, também a primeira produção plena de Elisa Tolomelli, a primeira direção de fotografia em longa-metragem de Heloísa Passos, a primeira trilha sonora de Liliana Secco, o primeiro roteiro de longa de Luíza Leite e Daniel Guimarães, primeira produção executiva da Thais Mello e os primeiros argumentos de várias escritoras brasileiras reunidos num só filme. Certamente o projeto foi ambicioso demais para tantas estreantes.