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    NAMORO OU LIBERDADE?

    Bobagem recheada de personagens idiotas e rasos
    Por Roberto Guerra
    19/03/2014

    A ciência diz que bocejo é um movimento muscular cujo objetivo é fazer o organismo driblar o sono e tentar manter o estado de atenção. Prepara-se então para usar o recurso algumas vezes durante a projeção de Namoro ou Liberdade? Principalmente por notar o grande equívoco que foi a escalação de Zac Efron para o papel de protagonista. Regra básica: personagem principal não pode ser desagradável, insosso, principalmente se a intenção é que o achemos um cara legal por trás das pisadas de bola que comete na trama.

    Efron é limitado dramaticamente (nada de novo no front) e não consegue, para usar uma expressão comum aos atores, "dar verdade" ao personagem. Ele não é Jason, designer de uma editora que pula de cama em cama e não consegue se apegar a nenhuma mulher. Ele é Zac Efron tentando ser Jason, designer de uma editora que pula de cama em cama e não consegue se apegar a nenhuma mulher. E isso do começo ao fim do filme.

    O norte de trama se dá quando seu amigo Mikey (Michael B. Jordan, de Fruitvale Station: A Última Parada) é abandonado pela esposa, que revela estar tendo um caso. Jason, que troca de namorada a cada solstício, sugere ao amigo em comum Daniel (Miles Teller, de Finalmente 18) que façam um pacto no qual se comprometam a não se envolver em relacionamentos sérios em consideração a Mikey. O que vem adiante é previsível: todos terão de lutar para manter a promessa, incluindo Jason, que acaba se encantando pela bela e descolada Ellie (Imogen Poots, de Need for Speed).

    Mesmo tratando-se de uma comédia, o retrato de um homem heterossexual levado às telas pelo diretor e roteirista Tom Gormican é de uma simplicidade atroz. O trio de amigos não passa de um bando de idiotas promíscuos que se diverte tratando as mulheres como lixo. Não há nem o mais remoto sinal de inteligência em Namoro ou Liberdade? Falta intelecto nos personagens masculinos, nas mulheres que se relacionam com eles e na trama, que é óbvia, idiota e maçante.