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    NATHALIE X

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Se houvesse uma lista com os atores franceses mais poderosos, ou algo do gênero, com certeza o triângulo amoroso de Nathalie X estaria entre os dez primeiros. Fanny Ardant, Emmanuelle Béart e Gérard Depardieu são os atores principais deste drama com grandes toques de erotismo.

    A lindíssima Fanny é Catherine. Ela é casada com Bernard (Depardieu) e descobre que ele tem um caso. Ou melhor, ele "pula a cerca" de vez em quando. Casados há muito tempo, sua cama anda mais fria do que o de costume a alguns anos e são nessas rápidas aventuras que Bernard satisfaz suas necessidades de "macho". Quando Catherine descobre isso, ela tem uma idéia, no mínimo, absurda: contrata a prostituta Marlène (Emmanuelle Beárt, não menos linda) para seduzi-lo e, depois, narrar com riqueza de detalhes seus encontros sexuais, ouvida de forma masoquista por Catherine.

    O motivo disso? Não se sabe. Será que ela quer saber do que o marido gosta sexualmente? Seria mais fácil adquirir algumas revistas femininas e parar de ser tão gelada com ele (o que é evidente). Ou será que é um "teste de fidelidade" que sai do controle? Sim, porque, o trabalho contratado sai do controle quando Marlène começa a perceber que a relação ultrapassa a ética profissional.

    Nathalie X é um verdadeiro colírio aos olhos dos espectadores mais cansados. Com fotografia e direção de arte que valorizam as locações francesas, a diretora Anne Fontaine também aproveita muito bem a beleza das duas protagonistas. O roteiro é sedutor, as imagens são eróticas e nada é apelativo, mas bastante sugestivo. Apesar disso, o que deveria ser um final surpreendente já é pensando pelo espectador na metade do filme (pelo menos comigo foi assim). Por mais que Nathalie X seja um filme que proporciona ao espectador um prazer estético, falta consistência ao roteiro, que não consegue ser salvo nem por três dos atores mais importantes do cinema francês atual.