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    NAVIO FANTASMA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    O filme começa bem. Numa romântica atmosfera de anos 60, uma bela cantora entretém um baile de luxo, a bordo de um transatlântico. Quase todos dançam, felizes. Solitária, uma garotinha está entediada. O velho capitão, percebendo o aborrecimento da menina, convida-a para dançar. No instante seguinte, uma perversa armadilha feita com cabo de aço corta ao meio todos os que estavam no convés. Não há tempo para sequer uma palavra, um grito: todos estão mortos. Todos, menos a garotinha.

    Passados este cinco ou seis intrigantes minutos de projeção, um corte de tempo transpõe a ação para os dias de hoje. E a partir daí o filme perde todo o charme do seu início e se transforma em apenas mais um terror convencional. A história - óbvia - vai mostrar uma equipe especializada em naufrágios que literalmente entra de gaiata no navio que, conforme o próprio título do filme já diz, é fantasma. O resto é muito simples de ser imaginado: mortes violentas a torto e a direito, dentro do estilo Tentáculos, Pânico e similares.

    O diretor Steve Beck (o mesmo de Treze Fantasmas) até que tenta, mas o roteiro não ajuda muito no fator originalidade. Esperava-se bem mais dos seus produtores, os festejados Joel Silver (que produziu também Matrix, a trilogia Duro de Matar e vários outros sucessos) e Robert Zemeckis (diretor de De Volta para o Futuro).

    Porém, mesmo assim, sem querer entregar o final do filme, Navio Fantasma deixa margem a uma continuação.


    13 de fevereiro de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br