cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    NEM POR CIMA DO MEU CADÁVER

    Por Celso Sabadin
    19/09/2008

    Existem filmes que podem ser considerados, digamos, "matrizes". Por exemplo: Ao Mestre com Carinho é a matriz de todos os outros filmes que se seguiram sobre professores idealistas que lutam contra tudo e contra todos para domar seus estudantes rebeldes; ...E o Vento Levou seria a matriz de todos os trágicos romances impossíveis ambientados na Guerra Civil Americana; Curtindo a Vida Adoidado seria a matriz de todos os filmes sobre curtição da época da vida escolar. E assim por diante. Os exemplos são inúmeros.

    Quando um gênero ou subgênero tem um filme matriz forte, inesquecível, ele acaba se tornando um clássico, prejudicando a vida, a carreira comercial e a própria existência de todos os que, de uma forma ou de outra, tentaram imitá-lo depois. Isto porque a comparação posterior se torna inevitável, e ninguém gosta de ser comparado a um clássico inesquecível.

    Bom, toda esta introdução bonita é só para dizer o seguinte: é dinheiro jogado fora assistir ao filme Nem Por Cima do Meu Cadáver. Esta comédia escrita e (mal) dirigida por Jeff Lowell (roteirista de alguns seriados de TV e estreante na direção de longas) tem o azar de ter como matriz o ótimo O Céu Pode Esperar, filme que, além de tudo, já teve duas continuações.

    Nada justifica contar (outra vez!) a história de um espírito que sai do mundo dos mortos para azucrinar, sob a forma de comédia romântica, as pessoas que deixou na Terra. Aqui, a trama fala de Kate (Eva Longoria Parker), uma bela e jovem noiva que morre exatamente no dia de seu casamento. Obviamente, o noivo Henry (Paul Rudd) fica inconsolável e, sob pressão da irmã, finalmente concorda em se consultar com a paranormal Ashley (Lake Bell). Sim, é claro que Henry e Ashley se apaixonam; sim, é claro que o fantasma de Kate tenta dissuadi-lo da idéia; sim, é claro que tudo aquilo que você acha que vai acontecer realmente acontece. Sem um pingo de criatividade nem de química entre os protagonistas.

    Talvez fosse uma idéia melhor refazer Casablanca.