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    NOVA YORK, EU TE AMO

    Embora sublinhe a diversidade cultural de Nova York, não mostra diferentes estilos na direção
    Por Angélica Bito
    07/12/2009

    Nova York, Eu Te Amo faz parte do projeto concebido pelos produtores franceses Emmanuel Benbihy e Marina Grasic. A ideia é convidar vários cineastas a fim de dirigirem histórias que se passam numa cidade. Paris, Eu Te Amo (2006) foi o primeiro filme da série e o próximo, Rio, Eu Te Amo será filmado na cidade brasileira, com estreia prevista para 2011.

    Os produtores propuseram aos cineastas convidados que filmassem em 24 horas, editassem em uma semana e mostrassem as características marcantes de cada local da cidade onde filmaram. Por isso, Nova York, Eu Te Amo tem muitas cenas rodadas nas particulares ruas de Nova York. Diferentemente de Paris, Eu Te Amo, que tinha segmentos bem distintos, preservando de uma forma bem clara a identidade de cada diretor, este segundo filme do projeto soa mais como um longa sobre pessoas que vivem em Nova York do que uma união de curtas-metragens, como ocorria na produção sobre a cidade francesa.

    Esta decisão, de encontrar uma unidade estilística entre os segmentos, só faz com que o toque de cada diretor convidado desaparecesse. O longa todo parece ser filmado por uma pessoa, não existe identidade autoral. Outro elemento que atrapalha é a trilha sonora onipresente. Parece que, se com Paris, Eu Te Amo os produtores quiseram sublinhar a questão do cinema autoral, dando liberdade aos diretores convidados de criarem de acordo com seus estilos, em Nova York, Eu Te Amo, os produtores parecem querer fazer o contrário, não confiando na capacidade do espectador de apreciar diferentes estilos de direção; a trilha redundante sublinhando de forma óbvia os sentimentos vistos na tela só enfatiza essa impressão minha.

    A variedade de nacionalidades entre os diretores convidados faz também com que a diversidade em Nova York seja refletida em Nova York, Eu Te Amo. “Todo mundo aqui veio de algum outro lugar”, observa um personagem, o que resume essa diversidade de raças e culturas existente numa cidade grande, que poderia ser Nova York ou São Paulo. Desta forma, o filme traz uma colcha de retalhos interessante sobre os diversos tipos e sotaques que habitam a cidade.

    Uma curiosidade é que Nova York, Eu Te Amo traz a estreia de Natalie Portman como diretora, além de atuar num dos segmentos. A atriz Scarlett Johansson também dirigiu sua primeira obra para este projeto, mas seu segmento ficou de fora na sala de montagem. Os produtores justificaram a decisão afirmando que o curta da atriz, filmado em preto-e-branco, destoava demais do restante das obras apresentadas. Mais uma prova de que, embora sublinhe a diversidade cultural de Nova York, este filme não pretende mostrar os diferentes estilos na direção cinematográfica.