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    NOVIDADES NO AMOR

    Entretenimento romântico que não chega a ofender a inteligência do espectador<br />
    Por Celso Sabadin
    14/10/2009

    Tudo é uma questão de expectativa. Quem acreditar na propaganda de Novidades no Amor e for assistir ao filme achando que realmente ele é uma comédia romântica, pode se decepcionar. Porém, quem for vê-lo sabendo que se trata de um romance - efetivamente com poucas cenas cômicas - talvez possa até curtir.

    A questão é que o rótulo “comédia romântica” sempre dá muito Ibope e as distribuidoras preferem rotular os filmes desta maneira, mesmo não sendo o caso.

    A história é sobre a bela quarentona Sandy (Catherine Zeta-Jones), uma daquelas mulheres perfeitas que criam uma família perfeita num perfeito subúrbio nova-iorquino. Antes mesmo dos créditos iniciais do filme terminarem, ela descobre uma traição do marido que - sem maiores delongas - deságua em divórcio e com Sandy e seus dois filhos indo morar no centro de Nova York. Neste particular, o filme não enrola e vai direto ao assunto: a reconstrução da vida da protagonista, agora tendo de arrumar um emprego e uma babá para suas crianças. É aí que entra a simpática figura de Aram (Justin Bartha, o noivo de Se Beber, Não Case): ele será “o” babá. E, claro, vai se apaixonar por Sandy e vice-versa.

    Um dos problemas é que o rapaz é 15 anos mais novo que a mulher. Outro problema é que este tema da diferença de idades já foi tratado de forma muito mais divertida e interessante em Nunca é Tarde para Amar (2007), com Michelle Pfeiffer. E, sem este assunto, o roteiro fica meio perdido. Aliás, “irregular” seria o melhor adjetivo para classificar Novidades no Amor. Às vezes, tenta ser engraçado (não consegue); em outros momentos procura o drama; em determinadas cenas, flerta com os temas familiares (ponto em que se sai um pouco melhor); perde o ritmo na segunda metade e tem um desfecho pouco empolgante. São, no mínimo, estranhas as locações - certamente caríssimas - em Istambul e Paris para serem aproveitadas por pouquíssimos segundos dentro do filme.

    Porém, é um entretenimento romântico, digno e, à exceção da cena do banheiro público (você vai identificar facilmente), não ofende a inteligência do espectador.