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    NUNCA É TARDE PARA AMAR

    Por Celso Sabadin
    21/09/2007

    A quase "cinqüentona" Michelle Pfeiffer (incrível, ela nasceu em abril de 1958!) continua em plena forma e beleza, o que pode ser facilmente comprovado na comédia romântica Nunca É Tarde para Amar. No filme, ela interpreta Rosie, uma quarentona executiva de televisão que se apaixona por Adam (Paul Rudd), um jovem ator aproximadamente 20 anos mais novo que ela. Logo, o preconceito da diferença de idade vem à tona, mas o que Rosie não percebe é que todas as barreiras para que este relacionamento não dê certo são criadas por ela mesma, não pela sociedade que a cerca. Daí o título original do filme na primeira pessoa, I Could Never Be Your Woman, cuja tradução literal seria "Eu Nunca Poderia ser sua Mulher".

    Na realidade, o roteiro e a direção de Amy Heckerling (a mesma diretora de As Patricinhas de Beverly Hills, ela própria "cinqüentona") não parecem muito preocupados em discutir a fundo a tal questão do preconceito. Leve e totalmente descompromissado, o filme se propõe apenas a ser uma boa comédia romântica, daquelas que fazem o público sair do cinema com vontade de sapatear pela Avenida Paulista. E nisso ele é dos mais eficientes. Os personagens esbanjam simpatia e os conflitos são poucos e atenuados. Até a relação de Rosie com seu ex-marido (Jon Lovitz) é das mais bem-resolvidas. A mulher também não tem problemas com a filha pré-adolescente e a vilã do filme - uma secretária sem escrúpulos - é tratada com bom humor. Enfim, Nunca é Tarde para Amar é uma diversão escapista, alto astral, divertida e recheada de bons diálogos, para quem busca na tela grande uma boa dose de entretenimento sem preocupações.

    Claro que o espectador mais antenado com o universo da protagonista (ou seja, os bastidores da TV e do cinema) vai curtir melhor algumas sutilezas do filme, como a presença dos veteranos Henry Winkler (da antiga sitcom de sucesso Happy Days) e Sally Kellerman (de M.A.S.H.) em participações especiais.

    Destaque também para a excelente performance de Paul Rudd (que também esteve em O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos) num papel verdadeiramente "chapliniano".