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    O AGENTE DA U.N.C.L.E

    Guerra Fria e boa trilha comandam thriller de Guy Ritchie
    Por Pedro Tritto
    02/09/2015

    Filmes de espionagem sempre costumam ser divertidos, seja por trazer uma boa dose de mistério ou por conter cenas de ação eletrizantes, com explosões e altas perseguições de carros. E é justamente isso que o diretor Guy Ritchie traz em O Agente Da U.N.C.L.E, filme baseado na série homônima da década de 1960.

    Ambientado em 1963, durante o auge da Guerra Fria, o longa respeita as tradições dos clássicos do gênero e cativa pela boa contextualização histórica sobre o período. Além disso, Henry Cavill e Armie Hammer comandam bem as ações ao protagonizarem momentos engraçados e divertidos.

    Na trama, o agente americano Napoleon Solo (Cavill) é obrigado a trabalhar junto com o espião russo Illya Kuryakin (Armie Hammer) para impedir uma catástrofe global gerada por uma bomba niclear que está sob posse da perigosa Victoria Vinciguerra (Elizabeth Debicki). Se a tarefa da dupla por si só parece complicada, os dois ainda terão que deixar de lado toda a rivalidade entre os seus países (um trabalha para a CIA e o para a KGB) se quiserem completar essa missão.

    Assim como a série, a grande sacada do filme é justamente a relação entre Solo e Kuryakin. A tensão entre os dois já é percebida logo na primeira cena, quando eles se envolvem em uma perseguição de carros. Neste momento já é possível perceber que o entrosamento entre Cavill e Hammer é um dos pontos fortes da trama, já que ambos expõem de maneira divertida as principais rixas entre os seus personagens. Enquanto Cavill foca em mostrar um espião mais clássico, com um estilo que lembra o James Bond de Sean Connery (mulherengo, elegante e sarcástico), Hammer mostra alguém com pavio curto, durão e calculista.

    Mesmo com um enredo interessante, o longa não escapa de alguns problemas. Talvez o maior deles seja se preocupar demais em querer surpreender o espectador. Com algumas reviravoltas desnecessárias, o roteiro se desenvolve de maneira confusa em alguns momentos, principalmente quando foca nos detalhes da conspiração gerada pelos vilões.

    Para compensar, a contextualização do tema central é muito boa, principalmente por conter um visual interessante e figurinos fieis ao período da Guerra Fria, além de uma trilha sonora que retrata bem o tom sombrio adotado por Guy Ritchie em sua direção ágil e segura.

    Para quem gosta de espionagem, O Agente da U.N.C.L.E é uma boa opção de entretenimento, pois mescla os elementos clássicos do gênero, como ação eletrizantes, mulheres bonitas, mistério, intrigas e humor, com requintes interessantes que deixam o desenvolvimento da história ainda mais atrativo.

    Se você nunca assistiu ao programa original não se preocupe, pois o filme aborda o início da organização U.N.C.L.E, sigla de United Network Command for Law and Enforcemend (Rede de Comandos Unidos e Lei e Aplicação, em tradução literal), ou seja, conseguirá entender todo o filme sem problemas.