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    O ÁGUIA

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    No mesmo fim de semana quando entra em cartaz uma produção do porte de Harry Potter e o Cálice de Fogo, também fica disponível aos espectadores paulistanos o clássico O Águia. O filme, de 1925, é exibido com exclusividade no HSBC Belas Artes, recém-inaugurado após longa reforma.

    Muito antes do mundo ser bipolarizado durante a Guerra Fria, esta produção norte-americana situa-se na Rússia e traz o lendário galã Rudolph Valentino, considerado o primeiro símbolo sexual do cinema. O Águia foi filmado um ano antes de sua morte prematura, aos 31 anos, e mostra a história de um herói popular, vivido por Valentino. Trata-se do Águia, uma mistura de Zorro e Robin Hood. Quando não está com sua máscara, ele é o soldado Vladimir Dubrovsky, que desperta os sentimentos da mulher mais poderosa da Rússia, a czarina (Louise Dresser). Mas ele a rejeita. Por isso, ela pede a cabeça do rapaz a prêmio. Como Águia, o protagonista deseja acabar com o pior homem da região, Kyrilla Troekouroff (James Marcus). Sem nunca tirar os olhos de sua amada, a senhorita Mascha (Vilma Banky).

    A cópia de O Águia que reestréia agora tem trilha sonora remasterizada, mas a imagem segue da forma original. De trama relativamente complexa, porém de fácil entendimento, o filme consegue ser bem mais engraçado do que muitas comédias atuais. Isso porque essa inocência que ele carrega faz com que seja despretencioso.

    Esta de uma exibição ousada. Afinal, O Águia é um filme mudo, filmado em preto-e-branco. Completando 80 anos em 2005, o longa-metragem "briga" pela atenção dos espectadores paulistanos com superproduções esperadas, como a citada acima. Por isso, o longa-metragem deve atrair a atenção principalmente de cinéfilos.