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    O AMIGO OCULTO

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Nada como uma boa jogada de marketing para alavancar um filme. Quando foi lançado nos EUA, a distribuidora de O Amigo Oculto divulgou que os rolos contendo o final da película de suspense seriam entregues às salas exibidoras somente no dia da estréia. Tudo isso para proteger o "surpreendente" desfecho da história. Resultado: naquele final de semana, foi a estréia mais vista pelos norte-americanos, faturando US$ 22 milhões. O montante não foi mantido, muito menos superado, nas semanas seguintes.

    O Amigo Oculto traz Robert De Niro no papel de David, um psiquiatra que tem dificuldades para ajudar sua mulher depressiva (Amy Irving). Carinhosa com a filha do casal, Emily (Dakota Fanning), Alison parece não encontrar outras alegrias em sua vida. Até que comete suicídio. O trauma faz com que sua filha seja internada em uma instituição psiquiátrica sob os cuidados de Katherine (Famke Janssen), ex-aluna de David. Emily não se recupera. Mesmo assim, o pai resolve comprar uma grande (e assustadora) casa em uma pequena cidade no Estado de Nova York para viver com a filha e, assim, tentar trazê-la de volta à sanidade.

    Claro que a mudança de casa não adianta muito e Emily continua perturbada. Especialmente quando ela arruma um amigo imaginário, Charlie. Depois disso, algumas coisas esquisitas começam a acontecer na casa. Rapidamente as coisas fogem do controle do psiquiatra, especialmente quando ele parece se interessar por outra mulher, Elizabeth (Elizabeth Sue).

    À medida que o filme avança, desde a abertura - que mistura O Iluminado com O Bebê de Rosemary - até o final (não muito surpreendente), tudo em O Amigo Oculto é um deja vù. Apesar das boas interpretações - o que é óbvio, já que estamos falando de Robert De Niro e Dakota Fanning -, o roteiro guarda uma série de situações que já viraram clichês em se tratando de filmes de suspense, como a grande casa à beira de uma floresta, a criança perturbada que parece saber demais e os vizinhos esquisitos. Mesmo assim, você agüenta por que quer ser surpreendido pelo desfecho. Será que consegue? Eu não. Por isso, aquela sensação "comprei gato por lebre" é a que fica no término da exibição.