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    O AMOR PEDE PASSAGEM

    Assim como a seus personagens, falta algo ao próprio filme
    Por Angélica Bito
    06/12/2009
    4/10

    O AMOR PEDE PASSAGEM

    12
    Comédia Romântica

    Estreia do roteirista Stephen Belber na direção de um longa-metragem, O Amor Pede Passagem não foi um grande sucesso nas bilheterias norte-americanas, acumulando menos de US$ 1 milhão. Isso porque não é, necessariamente, uma boa comédia romântica por diversos elementos. Seu maior pecado é ser incapaz de se conectar com o espectador principalmente pela falta de conexão entre os protagonistas.

    Sue (Jennifer Aniston) trabalha vendendo quadros para motéis e, numa de suas viagens, acaba hospedando-se no motel onde Mike (Steve Zahn) trabalha. Ele nunca conhece ninguém interessante morando numa pequena cidade no interior dos EUA e acaba encantando-se pela forasteira, que, por sua vez, não está a fim de se envolver romanticamente por ninguém, traumatizada após o término do namoro com o empresário e punk Jango (Woody Harrelson). Mike é um bobão; Sue é uma mulher que prefere reprimir seus sentimentos. Neste painel de personagens chatos, Jango é o mais divertido graças à atuação de Harrelson, que tem encontrado em pequenos papéis como este chances de desenvolver sua veia cômica com sucesso.

    Os personagens de O Amor Pede Passagem parecem ter passado a juventude nos anos 90 e seguem perdidos num vácuo deixado por algo que não foi devidamente preenchido no passado. São frios, distantes e têm dificuldades em se envolver, o que acaba distanciando a própria comédia romântica do espectador, trazendo pouco de comédia e menos ainda de romance. Assim como a seus personagens, falta algo ao próprio filme.

    O Amor Pede Passagem desenvolve-se de forma arrastada, os personagens são rasos, não se conectam. No entanto, o longa é capaz de se resolver melhor na medida em que caminha a uma resolução. Mesmo assim, não é o suficiente para que o próprio público consiga descobrir a que a produção veio.