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    O ATAQUE

    Apesar dos absurdos, filme de Roland Emmerich diverte
    Por Daniel Reininger
    04/09/2013

    O Ataque é o típico filme de ação dos anos 80. Com premissa improvável e herói incorruptível, poderia passar até mesmo como continuação de Duro De Matar. Ao invés disso, é versão mais bem humorada de Invasão À Casa Branca, filme recente com Gerard Butler. Apesar da falta de novidades, os fãs de Roland Emmerich devem ficar satisfeitos com a segunda tentativa, depois de Independence Day, do diretor destruir o símbolo norte-americano.

    Sem entrar no mérito da necessidade de duas produções tão similares com lançamentos tão próximos, é preciso dizer que O Ataque supera Invasão à Casa Branca em dois aspectos importantes: recriação dos cenários e trama. O longa apresenta personagens mais carismáticos e um grupo paramilitar americano como inimigo do estado, e não um país distante com ilusões de grandeza.

    Channing Tatum é John Cale, policial do congresso determinado a impressionar sua estranha filha Emily, cujo ídolo é o presidente (Jamie Foxx) dos EUA. Imediatamente depois do rapaz ser entrevistado para o Serviço Secreto, a Casa Branca é tomada por extremistas e cabe a ele resgatar o presidente, sua filha e salvar o país. Moleza.

    O roteiro é baseado em coincidências, sem elas não haveria história para começo de conversa. Então quem se incomoda com a lógica é melhor assistir a outra coisa. Cada surpresa e reviravolta é mais improvável do que a anterior e tudo culmina em um final a la Scooby Doo, com o verdadeiro vilão revelado apenas após a situação estar completamente resolvida. Além disso, os clichês não são poucos: o herói apanha o tempo inteiro, a criança esperta engana os terroristas e o gabinete de crise é incapaz de lidar com problemas.

    Cada cena traz à mente imagens de sucessos do passado, como Força Aérea Um. A maior decepção, no entanto, é a falta de cenas grandiosas de destruição. A produção é assinada por Emmerich, então era esperado um espetáculo de explosões e ação exagerada, mas o longa é contido e fica devendo momentos épicos. Ao invés disso, combates corpo a corpo em locais pequenos ganham destaque, com direito a piadinhas após as lutas.

    Tatum entra totalmente no papel de herói retrô e funciona bem ao lado de Foxx. É interessante como eles agem em dupla. A relação dos dois lembra a de Mel Gibson e Danny Glover no primeiro Máquina Mortífera – pessoas com passados diferentes, que se tornam amigos diante das dificuldades.

    Apesar dos absurdos, é possível se divertir com O Ataque. Os problemas não são graves a ponto de estragar a experiência, como acontece em Duro de Matar 5, e a nostalgia trabalha a favor da produção. O maior problema, como já era esperado, é o patriotismo exacerbado, um tanto irritante para quem não gosta de dormir enrolado na bandeira norte-americana.