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    O BOM GIGANTE AMIGO

    BGA é um dos piores filmes de Steven Spielberg
    Por Daniel Reininger
    27/07/2016

    O Bom Gigante Amigo é um dos filmes mais fracos de Steven Spielberg, gênio de obras como E.T. - O Extraterrestre e Contatos Imediatos Do Terceiro Grau. Diferente de seus grandes clássicos, o novo longa está mais próximo de suas obras menos inspiradas, como Cavalo De Guerra e Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal, com enredo maçante e personagens desinteressantes.

    Embora seja adaptação do conto original de Roald Dahl, lançado em 1982, o filme deveria deixar a obra clássica interessante para o cinema, como acontece com outras produções infanto-juvenis, como Harry Potter. Só que o filme é extremamente cansativo e, literalmente, apenas uma cena diverte ao longo de seus 117 minutos, quando os protagonistas encontram a realeza britânica. O resto é simplesmente chato, tentativa de criar uma aventura lúdica, mas que de divertido não tem nada.

    O foco da trama é a amizade entre a órfã Sophie e o ser fantástico do título. Numa noite, Sophie, que sempre perambula de madrugada pelo orfanato, vê algo estranho na rua: um gigante. Com medo de iniciar uma caçada pelos membros de sua raça, BGA captura a garota e a leva para sua casa, de onde ela nunca mais poderá sair. Mas da situação de sequestro, nasce uma grande amizade. O problema é que os outros gigantes querem fazer de Sophie sua refeição.

    A mão de Spielberg na produção é clara, com a doçura da amizade dos protagonistas e o clima de aventura juvenil, mas esses são elementos que precisavam ser mais bem desenvolvidos para deixar o longa mais interessante, afinal seu ritmo é entediante. Dahl é conhecido por criar obras com elementos sombrios, como a Fantástica Fábrica de Chocolate, e talvez falte ao filme exatamente momentos como esses.

    Visualmente o longa é belo, destaque para a cena em que Sophie e BGA vão a um mundo paralelo capturar sonhos, os quais o gigante distribui entre os moradores da Inglaterra para dar a eles um pouco de alegria. O design dos seres fantásticos também é interessante, assim como os cenários da casa de BGA, mas a trilha exagerada, de John Williams, incomoda.

    Mark Rylace está muito bem no papel do gigante e mesmo com captura de movimentos podemos ver os traços do ator. Enquanto Ruby Barnhill está apenas ok no papel de Sophie, cuja petulância muitas vezes beira o irritante. Para compensar, Penelope Wilton rouba a cena como Rainha da Inglaterra e garante alguns dos momentos mais divertidos da produção com seu humor leve. Pena sua participação ser pequena.

    O Bom Gigante Amigo precisaria ser mais sombrio, ter humor mais espalhafatoso ou ter cenas de ação melhores para funcionar, porém não possui nenhuma dessas características. O lento desenrolar da amizade de BGA e Sophie, aliado a intromissões nada interessantes dos outros gigantes e visitas sem graça da dupla de amigos a Londres, fazem do filme um amontoado de momentos chatos e mal desenvolvidos.