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    O BUDA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Depois de alguns curtas, o ator, escritor, produtor e diretor argentino Diego Rafecas parte para o seu primeiro longa-metragem: O Buda. Assim como em boa parte das produções recentes do país vizinho, O Buda também começa com um pano de fundo político, mas depois parte para outros rumos.

    Num rápido flash-back, a ação tem início no período da ditadura militar argentina, quando os pequenos irmãos Tomás e Rafael são violentamente arrancados de seus pais. Um corte de tempo mostra que os dois, agora adultos (vividos, respectivamente, pelo estreante Augustín Markert e pelo próprio diretor do filme), tomaram caminhos totalmente diferentes. Enquanto Rafael se tornou um cético professor de Filosofia, Tomás optou por uma vida espiritual. Rafael acredita em pouca coisa, quase nada, e prefere se esconder sob o cotidiano de suas aulas. Já Tomás não se acanha em parar tudo o que estiver fazendo, em qualquer lugar, para entrar em profunda meditação, o que lhe custa os poucos empregos que consegue. Cada um ao seu modo, os rapazes tentam fugir e/ ou compensar a traumática infância vivida sem os pais. A situação piora na medida em que Tomás radicaliza cada dia mais a sua vocação espiritual, deixando em segundo plano qualquer outra obrigação social e mundana.

    A premissa básica do filme não deixa de ser interessante. Duas pessoas de mesma origem, movidas pelo mesmo trauma, personificam a luta entre o suposto homem moderno urbano e os milenares preceitos religiosos. Porém, a direção de Rafecas é sonolenta e deixa diluir boas idéias em longos 115 minutos que custam a passar. A tensão entre os irmãos acaba sendo pouco explorada na trama e o filme não chega a decolar.