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    O CAPITÃO CORELLI

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Durante a Segunda Guerra Mundial, forças nazistas e fascistas invadem uma paradisíaca ilha grega, trazendo destruição, mudando a vida de tudo e de todos. O cenário maravilhoso é mais do que inspirador para fazer com que o capitão italiano Antonio Corelli se apaixone perdidamente por Pelagia (a espanhola Penélope Cruz), filha do médico local.

    Certamente você já viu este filme antes. Só que melhor. Na mesma linha de Mediterrâneo e Puerto Escondido, O Capitão Corelli joga com a idéia do amor em tempos de guerra. Retrata o italiano como um ser pacífico – mesmo sendo soldado –, ingênuo, puro e totalmente desinteressado dos assuntos bélicos. O oposto de seus aliados alemães.

    Baseado no livro de Louis de Bernières, O Capitão Corelli é pautado pelas mais românticas das intenções. Há, porém, uma falha irreparável: o filme não é italiano (trata-se de uma co-produção entre Inglaterra, França e Estados Unidos). Falta alma, poesia e, acima de tudo, latinidade. Por mais que Nicolas Cage se esforce em fazer um sotaque macarrônico, soa falso todos aqueles gregos, italianos e alemães falando em inglês. Nota-se também a mão pesada de Kevin Loader, um produtor eminentemente televisivo que faz aqui sua estréia cinematográfica.

    O diretor inglês John Madden, o mesmo de Shakespeare Apaixonado, pode até ser um bom artesão. Mas é saxão demais para dirigir uma trama tão mediterrânea. Salvam-se as belas paisagens da ilha de Cefalônica, na Grécia, e só.

    6 de novembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br