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    O CAVALEIRO SOLITÁRIO

    Longa se estende sem necessidade e perde ritmo
    Por Roberto Guerra
    09/07/2013

    Personagem que fez fama no rádio, cinema e TV, o Cavaleiro Solitário ficou conhecido por aqui como Zorro pela semelhança entre os personagens. Estreou no rádio em 1933 e ganhou fama mundial entre 1949 e 1954 com a série de TV estrelada por Clayton Moore. No cinema, foi interpretado por Jonh Hart em 1952 e 1954 e pelo próprio Moore em 56 e 58. É resgatado agora nesta superprodução dirigida por Gore Verbinski com Johnny Depp no papel de Tonto, companheiro do justiceiro.

    A Disney apostou alto no filme. Foram US$ 250 milhões de orçamento confiando em repetir o êxito da lucrativa parceria entre Verbinski e Depp, responsável pelo sucesso da milionária franquia Piratas do Caribe. Os muitos dólares investidos saltam aos olhos em cenas de ação muito bem dirigidas e empolgantes, reconstituição de época impecável e excelente trabalho de edição de som, que deve inclusive render uma indicação ao Oscar da categoria – por isso, veja o filme numa sala com boa qualidade sonora.

    Depp não faz feio, é eficiente como sempre, apesar de não trazer nenhuma novidade com seu Tonto. Parece trabalhar no piloto-automático: não compromete, tampouco surpreende. Armie Hammer está muito bem no papel do herói John Reid, promotor que se vê forçado a abdicar de sua ética ilibada para vingar o irmão morto pelo violento Butch Cavendish (William Fichtner). O entrosamento entre Depp e Hammer funciona na tela e o arco dramático da amizade entre os personagens é bem desenvolvido e responsável pelo tom bem-humorado do filme.

    O problema de O Cavaleiro Solitário está em sua irregularidade. Desnecessariamente longo (tem 149 minutos) o filme se arrasta por um bom tempo em tem-se a nítida sensação de que se cortássemos 20 minutos de fita isso não faria a menor diferença para a trama. Aliás, faria sim: a deixaria mais dinâmica e redonda, algo essencial num blockbuster.

    O longa diverte com as muitas referências que traz a clássicos do western como Era Uma Vez no Oeste e Três Homens em Conflito, além da divertida homenagem à série de TV que faz em sua sequência final - inclusive utilizando a mesma música-tema da série televisiva. O problema é que isso entretém o público mais velho, passando despercebido aos jovens, principal fonte de receita para esse tipo de superprodução.

    Muito em função destes aspectos, O Cavaleiro Solitário estreou mal nos Estados Unidos. Arrecadou US$ 30 milhões em três dias de exibição e prenuncia um retumbante fracasso de bilheteria caso não tenha comportamento diferente nos mercados internacionais, o que é pouco provável.