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    O CONTADOR DE HISTÓRIAS

    <p>Ladr&otilde;es &agrave; moda Jackson 5 refor&ccedil;am tom l&uacute;dico de hist&oacute;ria real.</p>
    Por Heitor Augusto
    06/08/2009

    Se os únicos Robertos Carlos que você conhece são o Rei de Detalhes e o jogador que ajeitava as meias enquanto a França eliminava o Brasil na Copa do Mundo, está na hora de acrescentar mais um homônimo na sua lista: o mineiro Roberto Carlos Ramos, um dos dez maiores contadores de histórias no mundo. Ele ganha seu primeiro retrato ficcional em O Contador de Histórias.

    Um pé no realismo, outro na imaginação. Passando de um lado para o outro da linha, o filme, que começa no ano de 1978, conta a história de Roberto da infância à adolescência, período em que ele ficou internado na recém-criada Febem. O ponto de mudança em sua vida é o aparecimento da pedagoga francesa Margherit (Maria de Medeiros), que abandona sua função profissional e ocupa o papel de mãe na vida do garoto.

    É um filme carinhoso, que tem seus melhores momentos quando parte para a alegoria e o lúdico. Qual é a primeira impressão de um menino prestes a entrar numa prisão para crianças? E a professora de educação física, que mais se parece com um hipopótamo? E o furto com a turma, cuja estratégia ele desenha como um time de futebol em ação, com centroavante e tudo? Qual a história fantástica, engraçada e mentirosa que ele vai contar para explicar a internação? O lúdico para explicar a dor.

    Outro ponto do filme dirigido por Luiz Villaça (Cristina Quer Casar) é a relação de amizade e confiança que gradativamente surge entre Roberto Carlos e Margherit, que mais se parece uma Amélie Poulain made in Belo Horizonte. Tom dado tanto pela boa interpretação de Maria de Medeiros, de Marco Ribeiro e Paulinho Medeiros, que interpretaram o protagonista aos 6 e 13 anos, respectivamente.

    Se você conhece minimamente a trajetória de Roberto (“Robertô” no sotaque francês de Margherit), egresso da Febem eleito em 2001, nos Estados Unidos, um dos maiores contadores de história do mundo, o filme não guarda segredos. Ainda mais porque ele mesmo narra, em off, sua própria vida.

    O Contador de Histórias, que tem a produção de Denise Fraga e Francisco Ramalho Jr., não é um filme para chacoalhar o cinema nacional. Não quer, nem tenta, reinventar a roda. Um filme comportado, mas simpático.