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    O DESPERTAR

    Com fim pouco inspirado, longa é bom entretenimento para quem curte temática sobrenatural
    Por Roberto Guerra
    06/02/2012

    Pessoas fragilizadas pela perda de um ente amado são vítimas fáceis de aproveitadores travestidos de paranormais na Europa do pós-Primeira Guerra. Florence Cathcart (Rebecca Hall), ela mesma vítima da guerra - seu noivo também foi morto na frente de batalha – luta para desmascarar os golpistas que exploram a boa fé daqueles que buscavam algum alento para a dor. Ela é a protagonista de O Despertar, longa de estreia de Nick Murphy que bebe na fonte de produções como Os Outros e O Orfanato, mas que fica aquém destes muito em função de um desfecho fraco.

    A trama de O Despertar tem sua primeira meia hora desenvolvida com habilidade, o que resulta na apreensão da atenção do espectador logo nos primeiros minutos de projeção. A sequência de abertura faz uma ótima apresentação da personagem Florence, para logo depois a vermos sendo contratada para desvendar a morte de uma criança num colégio para meninos e, paralelamente, a suposta aparição de um fantasma. Na busca pela verdade ela conta com a ajuda do Sr. Mallory (Dominic West), funcionário da escola onde ocorre a tragédia, e da governanta Maud Hill (Imelda Staunton, sempre eficiente).

    O longa segue a senda da narrativa convencional, com começo, meio e fim bem delimitados em três sequenciais. Mesmo convencional e invocando velhos clichês, o filme de Nick Murphy é bem conduzido e galga com harmonia níveis crescentes de mistério e tensão, abrindo à audiência um leque de possibilidades para seu final. É justamente aqui que está o problema de O Despertar. Sua conclusão é um tanto decepcionante, pouca criativa, o que deve gerar certa frustração àqueles que embarcam na trama na qual se destacam as boas atuações e a ambientação e atmosfera perfeitas criadas pelo elogiável trabalho de direção de arte somada à fotografia drenada de cor, quase monocromática, de Eduard Grau (de Enterrado Vivo).

    Apesar da escorregada ao final, do sentimento de déjà vu que produz de tempos em tempos, ainda assim O Despertar é bom entretenimento para quem curte filmes sobre fantasmas e mistérios sobrenaturais. Há ótimos momentos, como a aterrorizante sequência da casa de bonecas. Outros, no entanto, deixam a desejar. Na média há material suficiente no filme para manter o espectador desperto, sem trocadilhos.